Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Caminhantes

31.01.19, Olga Cardoso Pinto

image.jpeg

Percorri a vereda naquela manhã soalheira
Sem medo, cogitações ou canseira

 

Vi-te ao longe, animado e de presença jovial
Saudei-te caro amigo, companheiro na caminhada matinal

 

Contigo aprecio a viagem, as cores, sons e odores que nos envolvem
Bebemos revigorados do caminho dos regatos que por ali correm

 

Colhemos de mãos dadas os frutos doces que em meu regaço amadureci
Partilhamos segredos, atravessamos pontes, perdi o fôlego, rejuvenesci

 

No aconchego quente do teu abraço
Fico assim cativa, em remanso leve, sem condição
Deixo-me quedar neste doce cansaço
Apenas a escutar o bater compassado do teu coração

 

Só contigo, amado meu, companheiro e confidente
Chegarei ao destino deste caminho que percorro eternamente

No meu dongo

18.01.19, Olga Cardoso Pinto

image.jpeg

 

Fui aventureiro, vingador e cavaleiro

Marinheiro de água salgada, lutador por várias causas!

 

Em tardes cálidas e felizes, parti cavalgando as ondas serenas

E naquela baía ficaram as lembranças das vezes que contigo zarpei

Ao largo vislumbro a cidade,

A jovem morena testemunhou as aventuras que contigo inventei!

 

Foram mergulhos fundos no mar quente, com a pele tisnada e os cabelos soltos!

Fui menino, jovem fui, homem me tornei e Pai fui por Amor!

 

Contigo, meu dongo, navego agora no mar infinito

Eternamente aquecido pelo sol Africano e embalado pela brisa atlântica...

No meu querido "Flecha"!

 

 

Em memória do meu querido Pai

ilustração digital

 

 

 

Leituras - Lendas do Porto

10.01.19, Olga Cardoso Pinto

Este quinto volume, lançado a 8 de dezembro, encerra a coletânea de Joel Cleto sobre as estórias e lendas que envolvem a região do Grande Porto. 

Para quem como eu adora história, principalmente os meandros escondidos dos compêndios e dos acontecimentos conhecidos, esta coleção é uma revelação ou um avivar de memórias sobre as lendas que surgiram para enriquecer um facto real ou versões populares para justificar algo desconhecido. 

Joel Cleto escreve numa forma muito visual estes contos lendários que trazem tanta riqueza aos nossos lugares, refiro como exemplos a curiosa figura do quarto Rei Mago no presépio da Igreja das Taipas, a Igreja do Pai Natal, a maldição da mula gravada na arca tumular do Infante Afonso Sanches e como não podia deixar de referir, a morte do Lidador, entre muitas outras que deixarei ao leitor descobrir, pois convido-o a selecionar a coleção para futuras leituras.

Além dos textos que nos trazem uma agradável narrativa cheia de curiosidades, também a fotografia ilustra estas lendas, pela mão e arte de Sérgio Jacques .

Espero que não seja um adeus, mas sim um até já (como refere Joel Cleto na introdução deste quinto volume) das lendas ou outras narrativas históricas que nos queira brindar neste novo ano!

imagem3.jpg