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A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Pelos Oscares, Valérias e Aylans

26.06.19, Olga Cardoso Pinto

Oscar e Valéria. São os nomes que hoje vimos difundidos pela comunicação social. A imagem chocante dos corpos sem vida, afogados no rio que seria a corrente da mudança nas suas existências, seria o fluir das águas que os levaria para uma vida melhor!

Quantos Oscares e Valérias e Aylans perdem a vida nestas imensas vagas de refugiados e migrantes que deixam o seu lar, os seus países em busca de uma vida condigna, onde pais e filhos possam desfrutar de paz, saúde e prosperidade, as palavras atiradas em jeito de desejos por tantos de nós em cada ano novo que surge!

Nas águas do Mediterrâneo repousam os corpos sofridos, atormentados, dos que não conseguiram que as mãos e os corações os envolvessem num refúgio protetor.

São nomes, são imagens que condenamos, mas que se repetem diariamente! Até quando? Miguel Duarte quis fazer a diferença. Por ter integrado uma organização de resgate humanitário que operava no Mediterrâneo, foi acusado de auxílio à imigração ilegal pelo estado italiano. “Salvar vidas não pode ser um crime!” – afirma Miguel Duarte.

O mundo vive uma fratura que se agudiza cada vez mais, que o divide a meio, que expõem a medula da indiferença política, do desinteresse, da não resolução… infelizmente as imagens que condeno serem expostas, difundidas, sem privacidade pela morte, sacodem-nos numa revolta, no inconformismo de um rio bravo, num mar que se quer de esperança… porque qualquer um de nós pode vir a ser um migrante, um refugiado!

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Foto: O artista italiano Lorenzo Quinn criou, para a cidade de Veneza, uma composição de esculturas de seis pares de braços gigantes que representam a amizade, a fé, a ajuda, o amor, a esperança e a sabedoria. As mãos unem-se de forma a simbolizar a superação das diferenças e construir um mundo melhor a partir da cidade das inúmeras pontes.

 

 

 

A Janela

17.06.19, Olga Cardoso Pinto

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A Janela

Desta janela vejo o tempo, a vida e o mundo

Vejo a noite que surge, aveludada e fria, a espraiar-se no horizonte

Pela cidade, as luzes enfeitam as sombras que vestem os edifícios

Calam-se as aves, o rumor das multidões, do trânsito incessante

Esses tons quentes do sol que se espreguiçou antes de se dissolver no mar

Metamorfosearam-se em violetas e rosas doces, breves…

Para deixarem que os céus se tinjam de negro, pintalgados de estrelas tremeluzentes

Astros mortos e que apesar disso ainda brilham, longe…

Dessa janela onde fica a minha alma alcandorada

Aguardo paciente que regresses, que me embales e cantes

Sobre o tempo, a vida e o mundo

Para que eu feche a janela e repouse, feliz!

Pelo Ambiente e por Nós

05.06.19, Olga Cardoso Pinto

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Hoje é Dia Mundial do Ambiente! 

Este dia foi criado pela iniciativa da ONU em 1972 com o objetivo de incentivar a consciência e ação para proteger o meio ambiente.

Para 2019 o tema é a poluição do ar. Joyce Msuya, diretora-executiva interina da ONU para o Meio Ambiente, declarou face ao país anfitrião ser a China que a “poluição do ar é um desafio global e urgente que afeta a todos. A China irá, agora, liderar o impulso e estimular a ação global para salvar milhões de vidas”.

O dia de hoje apela para que seja a energia renovável, as tecnologias verdes, e a melhoria da qualidade do ar em todas as cidades e regiões do planeta a meta para toda a humanidade, para além de outras também importantes como a consciencialização da exploração dos recursos naturais, o uso intensivo dos solos, a qualidade e falta de água potável, a proteção das espécies dos mares e oceanos, entre muitos outros.

"A fé no planeta vivo é a questão mais importante que a humanidade enfrenta."

Gaylord Nelson

Para Agustina

03.06.19, Olga Cardoso Pinto

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“O Porto é uma cidade do entardecer e uma presa nocturna. A sua tarde de Inverno, duma palidez que lentamente se tinge de roxo, em que o ar parece filtrar o trémulo dos sinos, o bater das asas das pombas que não se vêem e que se abrigam nas cornijas dos templos, essas tardes sem vento em que os pingos de chuva são trazidos das nuvens, não nos caem em cima, resvalam, voam, desaparecem, são perfeitas, cúmplices e importantes na nossa vida. Mas o escurecer de Verão, quando as luzes verdes de néon tardam a acender-se no seu esplendor progressivo, e certos becos têm ainda a tortuosa mansidão de velhos quintais, com a sentinela apagada das casas onde os vidros se foram partindo e esperam, nos seus andrajos de reboco solto, o último golpe urbano – no Verão, à noite, a cidade pode comunicar uma emoção maior, mais duradoira, mais quotidiana.”

 

In "O Manto" de Agustina Bessa-Luís

Dia da Criança

01.06.19, Olga Cardoso Pinto

Este primeiro conto infantil hoje partilhado, foi criado por mim há uns bons anos para entreter os meus filhotes, agora dedico-o a todas as crianças neste dia tão especial. Espero que gostem e partilhem. Deixem os vossos comentários, eu agradeço com o mesmo carinho com que partilho esta minha paixão - a escrita e a ilustração!