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A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Desafio de Escrita dos Pássaros voou para a Ilustração

23.05.20, Olga Cardoso Pinto

elizário6.jpgUma ilustração feita com muito carinho para uma personagem que irá deixar saudades - Elizário - o açoreano que ganhou vida através da criativa escrita de José da Xã, no Desafio de Escrita dos Pássaros.

Fico imensamente grata ao José por me ter proposto, também, a dar vida através do meu traço e cor ao acarinhado Elizário, encerrando mais uma etapa do desafio, nesta blogosfera onde já tenho muitas amizades. Obrigada e votos de muita criatividade para nos brindar com mais bonitas leituras.

 

 

Dia do Autor Português

22.05.20, Olga Cardoso Pinto

dia do autor portugues.png

au·tor |ô|
(latim auctor, -oris)
substantivo masculino
1. Aquele que cria ou produz (apenas por faculdade própria).

2. A pessoa que escreve uma obra.

3. O artista que faz um trabalho.

4. Aquele que inventa ou é causa primeira de uma coisa.

"autor", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org

Para todos os autores que sejam dias, semanas e anos de muita inspiração, perserverança, afinco e dedicação. Os autores das mais variadas áreas artísticas necessitam do reconhecimento, do apoio da sociedade para que possam continuar a brindar-nos com bons momentos e experiências inesquecíveis. Mais do que nunca, os autores precisam de todos nós para que a cultura e a arte deste nosso País não fique esquecida. 

Feliz Dia do Autor Português

Dia da Espiga

21.05.20, Olga Cardoso Pinto

ramo espiga (2).jpg

O Dia da Espiga celebra-se a 21 de maio. É uma tradição antiquíssima de origem pagã, originária dos povos lusitanos, descendentes da cultura celta, que cultuavam os deuses, pedindo-lhes proteção neste caso para as primeiras colheitas.

Este dia marcava o início de um novo ciclo, a primavera, que era celebrado com danças, cantares e repouso, desde o nascer até ao final do dia. A tradição manteve-se na cultura portuguesa, sendo assimilada pelo cristianismo passando a celebrar-se neste dia a Festa da Ascensão, trinta e nove dias após a Páscoa.
O Ramo da Espiga, muito característico para a celebração, era colocado nas portas e deixado durante um ano e substituído no ano seguinte. Este ramo compunha-se por vários elementos com muito significado: 
- A espiga representa o pão
- O malmequer significava a riqueza e o sol que tudo faz germinar
- A papoila representa o amor e a fertilidade
- A oliveira como símbolo de longevidade e luz, assim como de sabedoria
- A videira representa a prosperidade, que dará origem ao vinho - a bebida que liga os humanos aos deuses
- O alecrim representa a elevação espiritual e a resistência
- O loureiro, embora nem sempre usado na história recente, atraía prosperidade e paz


Há imensos textos sobre o Dia da Espiga que abordam os vários simbolismos, elaborei este  texto de acordo com a minha pesquisa para um romance e o meu grande gosto sobre os povos celtas do mediterrâneo, em especial em Portugal.

 

Inspiração

14.05.20, Olga Cardoso Pinto

Mais uma música maravilhosa, na nossa querida língua portuguesa.

Os Rádio Macau: Cantiga de Amor, digam lá se não é tão bonito?

Cantiga de Amor
Rádio Macau

Preferias que cantasse noutro tom
Que te pintasse o mundo de outra cor
Que te pusesse aos pés um mundo bom
E que te jurasse amor, o eterno amor

Querias que roubasse ao Sete-Estrelo
A luz que te iluminasse o olhar
Embalar-te nas ondas com desvelo
Levar-te até à lua para dançar

Que a lua está longe e mesmo assim
Dançar podemos sempre se quiseres
Ou então se preferires fica aí
Que ninguém há-de saber o que disseres

Talvez até pudesse dar-te mais
Que tudo o que tu possas desejar
Não te debruces tanto que ainda cais
Não sei se me estás a acompanhar

Que a lua está longe e mesmo assim
Dançar podemos sempre se quiseres
Ou então se preferires fica aí
Que ninguém há-de saber o que disseres

Podia, se quisesses, explicar-te
Sem pressa, tranquila, devagar
E pondo, claro está, modéstia à parte
Uma ou duas coisas se calhar

Que a lua está longe e mesmo assim
Dançar podemos sempre se quiseres
Ou então se preferires fica aí
Que ninguém há-de saber o que disseres

 

LEV - Literatura em Viagem

Entrevista a Isabel Allende

13.05.20, Olga Cardoso Pinto

lev_isabel allende.png

Se gostam de ler Isabel Allende, convido à visualização da entrevista dada hoje ao LEV - Literatura em Viagem, na sua 14ª edição, que decorre entre 13 e 17 de maio, em streaming.

Vale bem a pena assistir, com a moderação de Hélder Gomes e conhecer melhor esta grande senhora da literatura histórica e de memórias, eu adoro os seus livros e a sua escrita.

Desfrute aqui a entrevista

 

Desafio do Conto

11.05.20, Olga Cardoso Pinto

clariana_a pastora de gansos_desafio_conto_52020.j


A Ana de Deus, autora do blog Busy as a bee on a rainy day teve a brilhante ideia de um novo desafio aos bloggers do Sapo: “ O Desafio do Conto”. Com ótimas participações, o conto já vai adiantado e num desafio constante à imaginação. Também fui puxada para esta aventura, pela Isabel do blog Pessoas e coisas da vida e ainda para apimentar pediu-me que o ilustrasse. Claro que aceitei o desafio com muito gosto, foi um enorme prazer fazê-lo. Espero ter correspondido ao propósito.
E agora desafio a Sara Isabel do blog Sarin- nem lixívia nem limonada para tomar nas suas mãos esta história, dando-lhe seguimento num texto com o máximo de 200 palavras. Deverá usar a tag: desafio do conto, para ser mais simples encontrarmo-nos.

Ora, então vamos lá...


Introdução por Ana de Deus


«Era uma vez uma jovem mulher, de seu nome Clariana, que pastoreava gansos. Ela era o primeiro ser vivo que os gansos reconheciam, desde tenro berço, e eram lhe totalmente fiéis. Aprendera com o avô todos os segredos desta mestria.»


Para aceder à continuação do conto podem clicar neste link e lerem o que cada um dos bloggers participantes escreveu.

A Isabel, que foi a última com o seu episódio, escreveu:


«Alguns pardais, apanhados desprevenidos pelos tiros, desalvoraram pelos céus a pensar no que se teria passado.
-Oh paizinho, pelo amor de Deus, este simpático rapaz ajudou-me depois de eu ter desmaiado e nem queiras saber porquê, ainda estou para saber se encontrei uma bruxa ou se alucinei.
- Oh homem tem calma, não há razão para isso tudo, olha se tens acertado em alguém, tinhamos a vida desfeita - disse Izabel - E o senhor desculpe esta reação do meu marido, mas quando diz respeito à filha, perde as estribeiras.
- Claro, compreendo. Já agora o meu nome é Rodrigo, Rodrigo Mendonça. Peço desculpa pela intromissão, mas assustei-me quando vi a sua filha desmaiada.
- E tu filha, estás bem? Tens a certeza que não é preciso ir ao hospital?
- Estou bem mãe, não passou de um susto. Convidei o Rodrigo para vir ver os gansos. Não fiz mal, pois não?
- Claro que não filha, e Rodrigo, o almoço está quase pronto, gostaria de nos fazer companhia? É um agradecimento pelo que fez.
- Bem, realmente não tenho pressa de seguir caminho, por isso, aceito com muito gosto.
Aí, João Bernardo viu-se na obrigação de pedir desculpas, que foram imediatamente aceites pelo jovem.
Mas foi quando...»


E eu continuo:


Rodrigo se virou, para ir acomodar-se à mesa, eis que Juca se apercebeu de algo a remexer-se sob a gabardina. E agora que reparara com mais pormenor, o rapaz caminhava de um jeito estranho. Tentou aproximar-se, mas Rodrigo acabara de se sentar, tinha perdido a oportunidade.

A tarde foi decorrendo num lento remanso, só se ouvia a passarada lá fora e a voz melodiosa de Rodrigo. Talvez fosse do tempo ameno ou da conversa desfiada, em tom relaxado e levemente sibilado pelo jovem, todos estavam a ficar ensonados. As pálpebras pesavam aos pais, não conseguiam evitar o bocejo constante. Porém, Clariana estava embevecida, sorvendo as palavras de Rodrigo que lhe pareciam mel, num encanto que a envolvia numa dormência irresistível. Juca e Izabel não resistiram e acabaram adormecendo de cabeças encostadas, em ligeiros roncos e desfalecidos, pesadamente recostados no banco arca da cozinha.

A noite caíra. O céu adornado pelo pontilhado brilhante das estrelas, refulgiu quando as nuvens revelaram uma imensa lua cheia. Clariana acordou sobressaltada, não sabia onde estava. Sentia frio. Olhando em volta levantou-se, perguntando assustada:
— Onde… Onde estou? — ouviu passos no cascalho e apercebeu-se que estava numa gruta ao ouvir o eco da sua voz.

Continua…

 

Lembro que podem ver o conto completo aqui 

Ilustração: Clariana a pastora de gansos

 

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