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A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

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A Natureza como vitamina

11.03.21, Olga Cardoso Pinto

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«Já sinto o odor da floresta, o perfume da Natureza. O trinar das aves ondula pelos meus ouvidos. A brisa fresca revolve as tenras folhas dos carvalhos e prende-se à madeixa dos meus cabelos, zombando da minha admiração pelo cenário que me cativa. O cantarolar da água desvia-me os sentidos, como é fresco e convidativo. Reparo no efeito da luz e das sombras, criam efeitos fantásticos, surreais, tentam a imaginação. Os raios de sol incidem numa clareira, onde brilha um imenso tufo de erva fresca. As gotículas do orvalho resplandecem como pérolas atraindo libelinhas e abelhas.
Liberto-me deste enlevo e acomodo-me sob este belo freixo, recosto-me no seu amplo tronco, testemunha de tantas eras. Alongo o olhar para uma ramificada e altiva aveleira, cresce segura e renovada pela nova Primavera num arco-íris.»
Respirei fundo, fazendo uma pausa da escrita, inspirei a felicidade que ali pairava, abri o meu livro e transportei-me para um novo tempo, uma nova história, uma nova vida...
Faz falta voltar às origens, à Natureza, ao despojamento. Desprendermo-nos das amarras das rotinas automatizadas. É essencial voltarmos a conviver com a Natureza, passar horas com ela e deixarmo-nos invadir por esse desapego, pelo fluir da vida e parar o tempo, respirar fundo e deixarmo-nos invadir por sentimentos leves e inspiradores para os dias de obrigações, de compromissos, de medo. Aproveitemos este tempo que pode ser de mudança, de melhoria. A Natureza é a vitamina, a vacina e a cura para os males que afetam o ser humano. Perdemos este contacto natural que faz parte da nossa génese, é tempo de o retomar e a reaprender a abrandar, tal como a Natureza faz!

 

Excerto do conto "A Primavera num Arco-Íris" por Olga Cardoso Pinto

 

Um perfeito lugar

01.03.21, Olga Cardoso Pinto

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Vou-te contar uma história de um lindo lugar
Onde o amor era o alimento
E o beijo o respirar

Senta-te aqui pertinho,
bem juntinha perto de mim
vou contar-te segredos onde o amor não tem fim

Escuta bem atenta, com redobrada atenção
Pois são confidências de mulher
Esta que te fala ao coração

Era uma vez um lugar
Sem tempo nem idade
Não era uma aldeia, vila ou cidade

Era um cantinho perfeito
De rufar constante e prazenteiro
Onde se enleavam os sentimentos como flores num canteiro

Germinavam sem defeito
Num perfeito voltear
Brotavam dele os carinhos, a felicidade e o amar

Nesse peito pequenino, nesse perfeito lugar
guardas a semente do teu sentir e emoção
Beijo-o pela minha alma que a tua vai tocar
Onde bate perfeito e compassado o teu doce coração.

 

Para ti, minha querida Benedita

 

 

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