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A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Encontrando a inspiração

Minhotando

09.04.21, Olga Cardoso Pinto

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Estava a precisar disto! De respirar o perfume, de espraiar o olhar pelas serras,  de escutar sem esforço o cantar das aves e o correr das ribeiras, de encontrar essa inspiração que só no Minho profundo habita em cada recanto verde, em cada caminho rural, em cada encruzilhada.

 

Castanho-escuro

Desafio Caixa de Lápis de Cor

07.04.21, Olga Cardoso Pinto

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Para terminar este desafio Caixa de Lápis de Cor, criado pela Fátima Bento, aqui fica o meu texto subordinada à cor castanho-escuro. E como não referir algo que gosto tanto? O café!

 

CAFÉ

Pela manhã fazes-me acordar para o dia, despertas-me os sentidos e a criatividade. Só no primeiro trago sinto a macieza do teu conforto, o teu amargor cortado pelo açúcar amarelo eleva-me o espírito. E assim deixo-me ficar à janela apreciando o novo dia.
Após o almoço SEMPRE! Senão fico com uma dor de cabeça terrível…tornaste-te indispensável, mas não me importo pois fazes-me sentir bem, tomado em boa companhia após uma agradável refeição.
És versátil, dás-te bem com todos, transformas-te para dares corpo ao pudim delicioso, ao cappuccino aconchegante, ao mazagrã refrescante, ao bombom de chocolate delicado e a tantos que nem recordo.
Também és um autêntico cavalheiro e companheiro de agradáveis horas. Dás as boas-vindas às visitas, és a pausa de um passeio, de um trabalho e motivo para um encontro.
Nesse teu tom castanho-escuro, com ou sem espuma, quente ou frio és o remate, o pretexto ou simplesmente o prazer para aconchegar o ânimo, meu café de cada dia.

 

Neste desafio participam #OGrupoDosLápisDeCor:

Fátima, A Concha,  A 3ª FaceA Marquesa de MarvilaMaria AraújoPeixe Frito, imsilvaLuísa de SousaMariaAna D., Célia, Charneca em FlorMiss Lollipop, Ana MestreAna de DeusCristina Aveiro, bii yueJoão-Afonso Machado e José da Xã.

 

Desafio Cartas do Correio

06.04.21, Olga Cardoso Pinto

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Hoje respondo ao desafio Cartas do Correio proposto pela Célia do blog Raios de Sol.

Obrigada Célia por te lembrares de mim e me desafiares. Um beijinho grande.

Esta minha carta não vai pelo correio, tão pouco para o e-mail, vai algures para o céu, tenho a certeza.

 

 

Meu querido Pai,

Hoje escrevo-te num dia lindo de sol. Nesta Primavera que nasceu quente, cheiinha de odores, cores e flores por todo o lado. Gostava que estivesses aqui, nesta varanda que tanto gostavas onde se espreguiça o olhar quase até ao infinito. Apreciarias com grande gosto e carinho as cercanias de campos e floresta, as aves sempre em alegre rebuliço, o correr ligeiro do ribeiro que será forte rio e depois mar. Inspirarias fundo e dirias com graça que cheira a aldeia impoluta, somente de vez em quando perfumada por autêntico Chanel estrume! Depois tomarias um cafezinho, debruçado sobre o parapeito e pedirias que te servisse um cálice de Porto, aquele que muito apreciavas.

Recordo-te com saudade nas tuas calças de ganga, camisa azulada de manga curta e riscas claras, sempre impecável e perfumado. Os netos rodeavam-te à espera de brincadeiras breves e de conversas atentas sobre a tua meninice, trarias sempre um presente – uma bola, um carrinho, um chocolate.

Hoje escrevo-te e olho para o vaso onde habita o abacateiro, repleto de frésias coloridas (símbolo da amizade, do altruísmo e do amor) para recordar a nossa África.

Hoje escrevo-te para matar a saudade, para trazer para a frente da memória lembranças que nunca se apagam do teu aconchego, do teu abraço e das nossas conversas que me fazem tanta falta.

Sei que terei a tua resposta a esta minha carta num destes dias, sob uma qualquer forma nem que seja num sopro da brisa, num desabrochar de flor, num voo de andorinha…

 

Um beijo eterno da tua filha caçula,

Coelhinho Branco

 

 

O Livro e a Criança

02.04.21, Olga Cardoso Pinto

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Hoje celebra-se o Dia Internacional do Livro Infantil, lembra-nos como é importante a leitura na infância. Ler para a criança que ainda não o sabe fazer abre-lhe horizontes imensos, ajuda à concentração e à imaginação, condições cruciais para se desenvolverem harmoniosamente. Depois da aprendizagem da leitura, a criança vai querer escolher os seus livros, aprendendo a apreciar os vários géneros. Quem gosta de ler na vida adulta foi uma criança motivada para literatura. 

Eu sempre adorei ler livros ilustrados, foi assim que ganhei o gosto pela escrita e pelo desenho, passei tardes inspiradas em viagens imaginárias.

Leia hoje um livro infantil, mesmo que os filhos sejam crescidos, leia para a sua criança que ainda habita em si.

A minha sugestão: Pode encontrar aqui na Alfarroba boas leituras para crianças com bonitas histórias ilustradas.

“Incentivar a leitura é a forma mais eficaz de disseminar cultura e valores, incitar a imaginação e despertar a criatividade.”
Elaine Sekimura

Dia das Mentiras

01.04.21, Olga Cardoso Pinto

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Dia 1 de abril: o Dia das Mentiras.

Há tantas mentiras a circular atualmente, que o Dia das Mentiras está a perder o seu efeito -  mentir (e pregar partidas) só por diversão e desmentir logo de imediato.

Podem lembrar ou conhecer como surgiu a comemoração deste dia aqui no Sapo Lifestyle.

Para hoje prefiro a Poesia, não por ser mentirosa , mas por encerrar em si a mensagem escrita de sentimentos e emoções da nossas vidas.

Dia feliz!

 

MENTIRAS


"Ai quem me dera uma feliz mentira,
Que fosse uma verdade para mim!"

Tu julgas que eu não sei que tu me mentes
Quando o teu doce olhar poisa no meu?
Pois julgas que eu não sei o que tu sentes?
Qual a imagem que alberga o peito teu?

Ai, se o sei, meu amor! Eu bem distingo
O bom sonho da feroz realidade...
Não palpita d'amor, um coração
Que anda vogando em ondas de saudade!

Embora mintas bem, não te acredito;
Perpassa nos teus olhos desleais,
O gelo do teu peito de granito...

Mas finjo-me enganada, meu encanto,
Que um engano feliz vale bem mais
Que um desengano que nos custa tanto!

 

Florbela Espanca in O Livro d’Ele

 

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