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A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Uma verdadeira Obra de Arte

Artigo de opinião

19.04.24, Olga Cardoso Pinto

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A Arte de ser Artista, Mulher e Cinquentona em Portugal

Muito difícil conseguir trabalhos, de atrair a atenção de quem usa a ilustração como comunicação e valorização de livros e outros suportes. Muito difícil competir com jovens artista arrojados que tão bem se promovem nas redes sociais. É uma área complicada onde abundam os freelancers, mal pagos, e pouco valorizados, agora juntem a idade...sim, para este mundo hiper-criativo e acelerado sou uma “cota”. Mas sou persistente, quero continuar a desbravar a área da ilustração em Portugal, porque é aqui que vivo e me inspiro, tentar “ganhar” a vida com os meus trabalhos artísticos, sejam eles solicitados por portugueses ou estrangeiros. Tenho estórias para contar com as minhas mãos, com a minha criatividade, com os materiais que me permitem fazer magia numa tela ou papel em branco. Tenho a minha experiência de vida, os meus ganhos e as minhas perdas, a minha paixão, os meus sentimentos que buscam as inspirações, sou lutadora e intuitiva. O desenho é uma parte de mim, a exteriorização do que me vai no coração. Nada temo, pois é uma Arte ser Mulher, Cinquentona e Artista em Portugal.

 

Ilustração: Mabon, a mulher-outono. A mulher madura, cheia de vida e projetos. Uma vida de experiência e auto-partilha, celebrada em tons quentes e efeitos de luz/sombra.

 

 

Escritas minhas

Romance e Ficção

17.04.24, Olga Cardoso Pinto

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"Todos diziam que estivera muitos dias desaparecida, fechada no compartimento do moinho, junto à nascente subterrânea, mas Eva não recordava nada disto. Jo falara um pouco, não insistiu no assunto para não a apoquentar. Ela recordava-se de alguns momentos. Os médicos, que a assistiram no hospital, diagnosticaram-lhe hipotermia que a levou a momentos de inconsciência, assim como a prolongada privação de alimentos. Eva sabia que comera. Lembrava o sabor do diáfano alimento que lhe dava a sensação de saciedade, da água fresca que a reconfortava, do carinho com que fora cuidada. A prova estava nos exames e análises mostrando não sofrer de fome nem de desidratação.
Acabou por se deitar e adormecer, nem ouviu Jo que, ao entrar no quarto, lhe perguntou como ela estava e beijou-a deixando-a dormir profundamente. Sonhou muito, talvez toda a noite. Sonhou com a Mãe embalando-a no regaço, no tom da sua voz e do carinho dos seus mimos, sonhou com Ana sorrindo-lhe com as mãos cheias de pincéis, também sonhou com Custódia com os seus olhos verdes doces, de avental pintalgado de farinha! Sonhou com aquela figura maternal e protetora que a envolvera e alimentara durante doze dias. Eva despertou e sentou-se na cama, com cuidado para não acordar o marido. Sentiu o perfume que a acolheu durante o tempo em que lá esteve, muito ou pouco não sabia. Sabia, sim, é que fora protegida, alguém olhara pela sua vida e por aquela que se desenvolvia dentro de si. Alguém cuidara das suas vidas e dos seus espíritos. O dela andara a viajar por ali e por muito longe! Recordou, lentamente, lugares que existiram e outros que ainda existem, bem distantes. Sentiu-se fazer parte de um todo, do cosmos, de um mundo senciente, como humano e como animal. Fora o nó do destino, a árvore da vida, o alfa e o ómega, a vida e a morte, as trevas e a luz... A mulher fecunda, o berço da vida, o cálice da fonte. A fonte da vida. A Aqua Mater..."

 

Excerto do romance/ficção Mãe d'Água (Aqua Mater)

2019

 

Sinopse

 

O Mundo como o conhecemos, acabou!
Num tempo em que Água Potável está a desaparecer e as graves alterações climáticas trazem à Humanidade o perigo da sua própria extinção, há uma nova ordem com um Governo Mundial, as populações são monitorizadas, o paradigma da civilização é posto em causa... será que é possível ao Amor prevalecer?
Um romance de amor e sobrevivência, onde a Vila é um oásis num mundo em convulsão. Quando a água escasseia, a Vila parece florescer com a sua abundância... como é isto possível? Será que há um segredo muito bem guardado?
Eva, a personagem central deste enredo, deixa-nos entrar na sua família e leva-nos numa estória contada numa cadência que se vai adensando até um final inesperado.

 

Boas leituras

 

Minúsculo

15.04.24, Olga Cardoso Pinto

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Uma flor tão pequenina emerge discretamente de uma planta que não foi semeada, cresceu assim à boleia de uma bonita suculenta, fez-se convidada e parceira de vaso. 

De tão diminuto tamanho quase passa despercebida, mas esta beleza delicada, de corola amarela intensa e pétalas brancas, leva-me a admirá-la pela sua tenacidade e perseverança em lutar pelo seu lugar ao sol e na vida.

Quantos de nós somos assim, pequenos e despercebidos, de uma beleza imensa como seres. Temos o sol, a água e as nossa raizes que se vão dispersando em solo fértil, ramificando-se, permitindo-nos crescer num intrincado bordado que nos suporta o corpo frágil.

 

 

19 anos felinos

09.04.24, Olga Cardoso Pinto

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🎂

 

A minha gatinha, a Cookie, completa hoje 19 anos! Um feito para um gato, desculpem, uma gata. É a nossa companheira desde os 5 meses, partilhando a sua vida com os "manos" que cresceram com ela. E, para festejar, hoje terá mimos a dobrar e este poema/estória que lhe é dedicado.

 

 Cookie Rinhonha


A Gata Cookie Rinhonha
É uma doçura parecendo gente
Sempre esbelta e nada panhonha
Sem nunca ter usado pente

À janela gosta de estar
No seu ripanço felino
Também gosta de dormitar
Correr e fazer o pino

Certa noite curiosa
Atreveu-se a espreitar
Saiu para o parapeito temerosa
E a lua quis apreciar

Deliciava-se com a vista
As estrelas brilhando
O ar quente trocista
E ela sempre espreitando

Abeirou-se sem cautela
E o equilíbrio perdeu
Caindo da janela
E quase morreu

Valeram-lhe os mimos e grandes cuidados
Esteve no hospital com ferimentos complicados

Hoje corre ligeira
Mas de patinha no ar
Nunca acaba a brincadeira
Só às vezes para descansar

A valente gatinha
Descansa agora a meu lado
Deitada na sua caminha
Ouvindo o poema que lhe é dedicado.

 

 

 

Vens passear comigo?

03.04.24, Olga Cardoso Pinto

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Venham comigo nesta viagem. Trago-vos um pouco do Minho, dos caminhos e viagens por este "mundo" encantado das serras, do verde e do céu sem fim.

Liguem ao mesmo tempo o vídeo e a música, nesta bela faixa de Nina June - When We Fall e deixem-se "cair de amores" por estes lugares.

 

 

 

 

Dia Internacional do Livro Infantil

02.04.24, Olga Cardoso Pinto

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Hoje celebra-se o Dia Internacional do Livro Infantil, a data escolhida por ser o dia de nascimento do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, em 1805.

Como imagem escolhi o meu pequeno livro cheio de aventuras e desafios, escrito e ilustrado com muito carinho para todas as crianças que o possam apreciar. É uma aventura cheia de desafios, protagonizada por uma fada aprendiza e por um rapaz muito especial, unidos por uma ligação mágica entre dois mundos em perigo.
O Ministério das Criaturas Fantásticas é uma estória de fantasia, de aventura, de fadas e seres irreais, mas também é uma estória de superação onde uma criança com as suas limitações, devido a estar confinada numa cadeira de rodas, consegue ultrapassar a sua condição e ter um objetivo de vida, de sonhar e fazer os outros sonhar. Também aborda o altruísmo, a disponibilidade em ajudar, o trabalho em equipa e o carinho pelo que se faz, ingredientes estes para sermos felizes.
Com ilustrações cativantes, textos apelativos e aventuras que levem a criança a sonhar e a imaginar, pois estes são os condimentos de uma infância equilibrada. O sonho, a fantasia e a magia, fazem parte do imaginário e fazem tão bem a pequenos e graúdos.

 

“A magia de escrever um livro para crianças está na felicidade de as ver ler atentamente e a contemplar, com sorrisos nos lábios, a obra que nasceu do meu carinho pela infância e pela fantasia. Desejo, que esta estória, seja um pequeno esboço da centelha que iluminará o espírito de cada criança que lerá livros de fantasia.”

 

 

Podem conhecer mais sobre O Ministério das Criaturas Fantásticas aqui

 

Um caminho para muitos destinos

01.04.24, Olga Cardoso Pinto

 

Neste caminho há muitos destinos à espera...

Muito azul sem ser de mar,

Muita água sem ser de navegar.

Há uma imensidão de campo,

De sonhos que quero tanto,

De tempo dado sem contrapartida,

Reaver aquela joia dada como perdida,

De altas serras, de prados sem fim...

E ter-te sempre junto de mim,

De uma nova vida, de liberdade a inspirar,

Olhar contigo o caminho a nos enlaçar.

 

 

 

Fotos: recantos do meu querido Minho

 

Para ouvir, enquanto lê: Nina June - Moon over the Sun