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A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Mistérios...

03.08.23, Olga Cardoso Pinto
  O casal acercou-se da árvore. Encostaram o peito, o rosto e as mãos nuas ao áspero tronco, sentiram, então, um estremecer leve que foi ganhando cada vez mais força num rufar ritmado. O corpo quente da árvore vibrava em sintonia com o bater dos seus corações. António e Celeste entreolharam-se e deram as mãos continuando a envolver a aveleira. A passarada agitada esvoaçava e chilreava amiúde, fazendo as copas lá em cima restolharem como se fossem rajadas de vento. Um som (...)

Contar estórias a rimar

11.07.23, Olga Cardoso Pinto
  O Tubarão Martelo Um menino muito medroso, banho não queria tomar Sempre que no final do dia a mãe dizia: - Vamos para banheira e o sujinho lavar! O menino chorava, esperneava e gritava: - Nãooo! Banho não quero e banheira nem pensar! Mas o porquê deste berreiro, Deste medo irracional? Ficou o menino desordeiro Ou simplesmente emocional? - Um gluglu que não entendo Vem do ralo da banheira, Quando a água vai correndo Sumindo afoita e ligeira… - Pequenino e fofo meu Quanto (...)

Leituras mágicas em dias de Verão

06.07.23, Olga Cardoso Pinto
    "Então, a Bruxa Mestra que até aí estivera calada, observando a reunião, bateu palmas e apareceu uma mesa. Bateu novamente e, sobre a mesa, materializou-se uma diversidade de iguarias que iam desde os doces aos salgados - bolo de chocolate, panquecas de doce, pãezinhos com chouriço, bolas de Berlim, pasteis de nata, bolinhas de queijo, pipocas, frutas variadas e chocolate quente que fumegava de uma grande cafeteira. A mesa com o delicioso banquete desapareceu sob as (...)

Escrita ilustrada

07.02.23, Olga Cardoso Pinto
  "Acerco-me dela e abraço-a, sinto o seu palpitar que vive nessa beleza eterna de ser a árvore mais mulher que jamais tinha sido vista. Na sua elegância de troncos esguios, nos arredondados e serrilhados das folhas, como bordados, nas flores delicadas e dispostas como um ramo de noiva e nos frutos que emergem do seu aconchego como brincos de dona rica!"   Excerto e ilustração do conto "Avelina" por Olga Cardoso Pinto    

Um bosque

26.01.23, Olga Cardoso Pinto
  "Ao entrarem no frondoso bosque, ficaram maravilhados com o exuberante efeito da luz e das sombras, parecia um mundo à parte, misterioso, até os sons eram diferentes. Encantaram-se, boquiabertos, com a delicadeza do vento nas folhas, os estalidos que provocava nos ramos, o cantar harmonioso dos pássaros, os cheiros perfumados que se dispersavam…o encanto foi tal que as crianças perderam a noção do tempo, das horas e de si mesmas. Sentiam uma felicidade indiscritível ao (...)

A Árvore da Vida

11.01.23, Olga Cardoso Pinto
  Ela ergue-se no umbigo do mundo. Eleva-se esplendorosa em direção ao céus, passados, presentes e futuros. Do alto da sua existência, contempla silenciosa o amanhecer das épocas até ao seu arrebol. Ela é a presença omnisciente, douta sabedoria de todos os tempos do mundo. Senhora o que vês? Pergunto-lhe, consternado ao ver as suas folhas caindo, cobrindo o solo sagrado. Um leve restolhar embala-lhe os braços, desnudados e rugosos que se levantam ao céu anilado, esmaecido (...)

Uma estória ao final do dia

06.01.23, Olga Cardoso Pinto
Chamem a criançada aí em casa! O Ministério das Criaturas Fantásticas quer conhecer-vos. Estas criaturas gostariam de fazer parte das vossas vidas, serem conhecidas, lidas e acarinhadas para que o mundo da fantasia perdure...     Juntem os miúdos e com eles leiam uma estória. Sejam inspiradores, tal como a Mariana, a fadinha aprendiza, que sussurra ao Samuel lindos sonhos.  

Ele chegou!

O Inverno

21.12.22, Olga Cardoso Pinto
21 de dezembro Ei-lo novamente! Engalanando de geada que, tal como filigrana, vai adornando finamente cada pedaço da Natureza. Das árvores despidas de folhas, nascem adereços de cristal em forma de pêndulos de gelo. A neblina adensa-se deixando tudo envolto em mistério. Os sons são secos, abafados por este inevitável corolário. Tudo é calma, serenidade. Ouve-se ao longe um piado longo, em grito, é uma coruja que desabrigada do seu esconderijo vem recebê-lo. Escutam-se passos, (...)

Contos de Natal 2022

Um ramo de azevinho

13.12.22, Olga Cardoso Pinto
  Vou contar-vos uma estória sem tempo nem lugar. Perdeu-se no novelo dos séculos o pormenor que fazia dela uma estória pessoal. O tempo pode tudo e não pode nada. Pode curar e transformar, mas esquece e basta o sopro de novas vidas para que se perca o rasto poeirento das lembranças. Mas a natureza lembra, mesmo a mais ínfima lembrança deixa-a a vogar no cosmos… Tudo começou numa manhã de primavera. Estamos dentro de uma casa, antiga, arrumada. O sol entra pela janela da (...)