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A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Poesia de Primavera

28.04.20, Olga Cardoso Pinto
Porque é Primavera e há vida a correr lá fora   Sei um Ninho de Miguel Torga Sei um ninho. E o ninho tem um ovo. E o ovo, redondinho, Tem lá dentro um passarinho Novo. Mas escusam de me atentar: Nem o tiro, nem o ensino. Quero ser um bom menino E guardar Este segredo comigo. E ter depois um amigo Que faça o pino A voar...

A beleza da Natureza na cidade

20.04.20, Olga Cardoso Pinto
«A natureza pinta para nós, dia após dia, quadros de infinita beleza se tivermos olhos para ver...» John Ruskin (Inglaterra 1819-1900) - escritor, crítico de arte, sociólogo, apaixonado pelo desenho e pela música. Foto: Igreja de Nª Srª do O em Águas Santas, Maia, com as suas Olaias (ou árvore de Judas ou árvore do Amor) em flor.  Igreja românica, fazia parte do antiquíssimo Mosteiro desaparecido, muito alterada pela justaposição de vários corpos novos nos séc. XIV, (...)

Despojos que iluminam a criatividade

15.04.20, Olga Cardoso Pinto
« Ao caminhar descendo e saindo do aglomerado da aldeia, a vista alonga-se num verdejante pasto onde se refastelam gordas vacas. Perto do termo do abraço florestal, em local mais soalheiro como num quadro bucólico, uma pequena casa em ruínas. Consegue-se, sem esforço, imaginar o fumo encaracolando vindo da chaminé, reinasse o estio, calor ou gelo, nesta moradia que ainda se ergue humilde na sua pequenez granítica. Outrora coroava-a um jardim repleto de flores coloridas, de pequenas (...)

Lá fora, aguardam-me

13.04.20, Olga Cardoso Pinto
«Aguarda-me a floresta, com os seus segredos e caminhos invisíveis aos olhares incautos. Esperam-me as fadas e seres alados inspiradores, os animais sábios e as enormes e pristinas árvores. Anseio respirar o seu perfume, os seus odores intemporais, ser levada para esse mundo inalterável, ancião, onde me sinto regressar às origens, nesse banho de verde e tons quentes onde a melodia dos pássaros e o cantar das levadas me despertam para a cura, para a vida renovada como num banho (...)

Bem-vinda Primavera!

20.03.20, Olga Cardoso Pinto
JARDIM PERDIDO Jardim em flor, jardim de impossessão, Transbordante de imagens mas informe, Em ti se dissolveu o mundo enorme, Carregado de amor e solidão. A verdura das arvores ardia, O vermelho das rosas transbordava Alucinado cada ser subia Num tumulto em que tudo germinava. A luz trazia em si a agitação De paraísos, deuses e de infernos, E os instantes em ti eram eternos De possibilidades e suspensão. Mas cada gesto em ti se quebrou, denso Dum gesto mais profundo em si contido, Poi (...)

Dar cabo do canastro

27.02.20, Olga Cardoso Pinto
O "canastro" minhoto. O espigueiro é uma construção utilitária e arte popular, construido de forma a guardar o milho, protegendo-o da humidade e dos animais. Geralmente em granito e madeira, tornou-se um elemento emblemático do Minho. As suas origens remontam aos tempos em que os suevos se instalaram na Galiza e norte de Portugal. A sua função era a mesma que a dos nossos dias, no entanto, talvez também fossem armazenados outros cereais. A sua decoração, mais ou menos elaborada, (...)

Desanuviando

Caminhada fotográfica

18.02.20, Olga Cardoso Pinto
A recolher informação para um trabalho em desenvolvimento, estando a tarde ensolarada aproveitei para desanuviar. Ao desfrutar deste encantador recanto na cidade, o Parque de Avioso na Maia, ao som do chilrear da passarada, do grasnar dos patos enamorados e da morna brisa, respirei fundo e tirei algumas fotografias para recordar estes momentos retemperadores. Recarregar energias é essencial, para mim, de preferência perto da Natureza! Nota: no dicionário Priberam, a definição para Desanuviar: (...)