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A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

A Paz

Conto

09.01.21, Olga Cardoso Pinto
Era uma vez um menino que se acercou do avô e lhe perguntou o que era a Paz. O idoso conhecedor da guerra que os Homens fazem pelo poder e pelo domínio, respondeu de olhar doce bebendo a expressão do neto: — Sabes meu pequeno, a Paz é muito mais do que não haver guerras. A Paz é como uma árvore… — Uma árvore, avozinho? Como assim? — Sim uma árvore. A árvore antes de o ser terá de ser semeada. A semente lançada à terra, para germinar terá de ser cuidada em bom solo, (...)

Versos para um diário

08.01.21, Olga Cardoso Pinto
O Diário Numa letra redondinha escrevo histórias e versos de amor encho-te do meu ser, de confidências, de desejos e de cor lavro as páginas em branco como se fossem solos bem reais desfio nelas o correr dos sonhos em conversas triviais afiguras-te como amigo, confidente sem oratória guardas meus segredos nessa fina e numerada memória quantos dias, quantas horas, passo eu a escrevinhar registando o que de mim fica para mais tarde recordar.   Foto: manualidades para uma capa de (...)

A estrela de Natal

Um conto de Natal em tempo de Reis

06.01.21, Olga Cardoso Pinto
Hoje celebra-se o Dia de Reis, o dia em que os Reis Magos, guiados por uma estrela, levaram as oferendas ao menino Jesus. Dia especial para a troca de presentes, ainda em uso na nossa vizinha Espanha e em tempos idos também em Portugal. Por tal, e com muito carinho partilho em jeito de presente para todos os que aqui me visitam e em especial para a minha querida Isabel, do blog Pessoas e Coisas da Vida, este meu (...)

Há manhãs

05.01.21, Olga Cardoso Pinto
Há manhãs de sol, de luz, de cor Há manhãs de saudade, de ausência, de dor Há manhãs de chuva, de neblina, de vento Há manhãs de cansaço, de desilusão, de tormento Manhãs frias, geladas, lembranças queridas nubladas Manhãs ricas de ti, de alguém, de todos, de nenhum, de ninguém Manhãs quentes, abafadas, pesadas e dormentes Manhãs ternas, acordadas de sonhos recorrentes Há manhãs de noites insones, letárgicas, sem sentir Há manhãs de dias desconhecedoras de como se (...)

Novo Ano em Leituras

04.01.21, Olga Cardoso Pinto
Foi uma manhã de sábado frio, húmido, que nos fez hesitar sair de casa, contudo lá fomos. Após um breve passeio e café tomado, decidimos finalizar a manhã numa livraria. Para meu espanto, o espaço estava bem recheado de ávidos leitores, as duas filas para a caixa de pagamento eram consideráveis. Comentei que era bom ver assim a livraria. Os livros expostos a serem manuseados e consultados por adultos e crianças. Passei pelas estantes e escaparates inteirando-me das novidades, (...)

Desafio: O que a Paz significa para...

22.12.20, Olga Cardoso Pinto
Um novo desafio da querida amiga Ana de Deus - escrever sobre a Paz, o que ela significa para mim. O meu contributo foi em jeito de microconto, deu-me muito prazer escrever, trazendo à memória momentos em que os meus filhos questionavam o meu pai sobre tantos assuntos. Adorava ouvi-los, avô e netos, num diálogo de descoberta e de sentimentos. Quantas saudades!  Muito obrigada Ana, por publicares o conto (...)

Ei-lo que chegou!

08.12.20, Olga Cardoso Pinto
Ei-lo novamente! Engalanando de geada que, tal como filigrana, vai adornando finamente cada pedaço da Natureza. Das árvores despidas de folhas, nascem adereços de cristal em forma de pêndulos de gelo. A neblina adensa-se deixando tudo envolto em mistério. Os sons são secos, abafados por este inevitável corolário. Tudo é calma, serenidade. Ouve-se ao longe um piado longo, em grito, é uma coruja que desabrigada do seu esconderijo vem recebê-lo. Escutam-se passos, arrastados, (...)

Há dias em tempos de pandemia...

19.11.20, Olga Cardoso Pinto
Há dias, muitos dias, transformados em semanas, meses que vivemos em pandemia. Há promessas, há desalento, desmotivação e desespero. Gostaria que houvesse mais notícias positivas, não para nos arrastar para uma realidade alternativa a fingir que está tudo bem, mas para que a expectativa não desaparecesse dos dias, do futuro, de todos nós – novos e velhos. Desejo que ainda haja palavras de regozijo, ações de alegria, elogio e apoio. Estes dias em tempos de pandemia não são (...)