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A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Celebrando

11.12.21, Olga Cardoso Pinto
  És o meu Arco Iris, o meu final de tempestade A minha luz da madrugada após a escuridão A minha fonte de água adoçada A minha alegria, a minha emoção És o desejo feito carne, doce mel de invólucro duro, temperamental És traço afinado, projeto vivo, pintura fresca, feito mural És canto timbrado no silêncio, a voz melodiosa de um recital És o sonho feito vida, a felicidade de uma prenda de Natal Meu Filho Arco Iris, sempre meus dias a colorir Estendes-te por mim como (...)

Celebrando

08.12.21, Olga Cardoso Pinto
Caminhantes Percorri a vereda naquela manhã soalheira Sem medo, cogitações ou canseira Vi-te ao longe, animado e de presença jovial Saudei-te caro amigo, companheiro na caminhada matinal Contigo aprecio a viagem, as cores, sons e odores que nos envolvem Bebemos revigorados do caminho dos regatos que por ali correm Colhemos de mãos dadas os frutos doces que em meu regaço amadureci Partilhamos segredos, atravessamos pontes, perdi o fôlego, rejuvenesci No aconchego quente do teu abraço (...)

Abelhas e abelhinhas

28.10.21, Olga Cardoso Pinto
AS ABELHAS A abelha-mestra E as abelhinhas Estão todas prontinhas Para ir para a festa Num zune que zune Lá vão pro jardim Brincar com a cravina Valsar com o jasmim Da rosa pro cravo Do cravo pra rosa Da rosa pro favo E de volta pra rosa Venham ver como dão mel As abelhas do céu Venham ver como dão mel As abelhas do céu A abelha-rainha Está sempre cansada Engorda a pancinha E não faz mais nada Num zune que zune Lá vão pro jardim Brincar com a cravina Valsar com o jasmim Da (...)

Doçura bravia

28.09.21, Olga Cardoso Pinto
  Encontrei-te no caminho, escondida entre o musgo, mórula carnuda de fruta doce. Tentei colher-te, entusiasmada, pela sofreguidão de te provar, Mas o espinho que te protege, de ponta pua, se não o fosse Impediu-me, picando-me a carne e a vontade de te tragar.      

Celebrando

14.09.21, Olga Cardoso Pinto
Meu filho Celebrado em alegria Do meu ventre em agonia Por te ver nascer Assim desejado Moldar-te no crescer Infinitamente amado.   Meu filho Parte de mim arrancada Lançado à terra desbravada Ver-te na encruzilhada percorrer Entre escolhas de caminhos Sentir-te mansamente crescer Dividindo-te em arrojos e carinhos   Meu filho Muito amado és Sempre o serás Meu filho Grata por seres quem és Grata pelo tanto que me dás.   Parabéns Miguel, meu querido filhote, amo-te infinitamente. 💝🎂 (...)

Um ano de Ti

08.09.21, Olga Cardoso Pinto
PERFEITO LUGAR Era uma vez um lugar Sem tempo nem idade Não era uma aldeia, vila ou cidade Era um cantinho perfeito De rufar constante e prazenteiro Onde se enleavam os sentimentos como flores num canteiro Germinavam sem defeito Num perfeito voltear Brotavam dele os carinhos, a felicidade e o amar Nesse peito pequenino, nesse perfeito lugar guardas a semente do teu sentir e emoção, Beijo-o pela minha alma que a tua vai tocar Onde bate perfeito e compassado o teu doce coração.   Para (...)

O Mar também canta

07.09.21, Olga Cardoso Pinto
Canção do Mar Fui bailar no meu batel Além do mar cruel E o mar bramindo Diz que eu fui roubar A luz sem par Do teu olhar tão lindo Vem saber se o mar terá razão Vem cá ver bailar meu coração Se eu bailar no meu batel Não vou ao mar cruel E nem lhe digo aonde eu fui cantar Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo Vem saber se o mar terá razão Vem cá ver bailar meu coração Se eu bailar no meu batel Não vou ao mar cruel E nem lhe digo aonde eu fui cantar Sorrir, bailar, viver, (...)

A Chave

27.08.21, Olga Cardoso Pinto
  Qual a chave que abre a porta secreta? Ficou ela trancada ou quase aberta? Quem encerrou aquele belo momento? Das chaves da vida levou-as o tempo. Fechada a porta de cada sentir, Outra se mostrará para uma nova chave abrir.    

Porto, querido Porto

09.08.21, Olga Cardoso Pinto
CANÇÃO O Porto com seu granito enegrecido pelo tempo, o Porto com o seu mar entrando pelo Douro dentro. O Porto com suas varandas de flores e ferro forjado, de onde se veem jardins à espera de namorados. O Porto com suas palavras que sobem do coração, o Porto com sua pronúncia de quatro pedras na mão.   João Pedro Mésseder, Porto Porto