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A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Bem-vinda Primavera!

20.03.20, Olga Cardoso Pinto
JARDIM PERDIDO Jardim em flor, jardim de impossessão, Transbordante de imagens mas informe, Em ti se dissolveu o mundo enorme, Carregado de amor e solidão. A verdura das arvores ardia, O vermelho das rosas transbordava Alucinado cada ser subia Num tumulto em que tudo germinava. A luz trazia em si a agitação De paraísos, deuses e de infernos, E os instantes em ti eram eternos De possibilidades e suspensão. Mas cada gesto em ti se quebrou, denso Dum gesto mais profundo em si contido, Poi (...)

Dar cabo do canastro

27.02.20, Olga Cardoso Pinto
O "canastro" minhoto. O espigueiro é uma construção utilitária e arte popular, construido de forma a guardar o milho, protegendo-o da humidade e dos animais. Geralmente em granito e madeira, tornou-se um elemento emblemático do Minho. As suas origens remontam aos tempos em que os suevos se instalaram na Galiza e norte de Portugal. A sua função era a mesma que a dos nossos dias, no entanto, talvez também fossem armazenados outros cereais. A sua decoração, mais ou menos elaborada, (...)

Desanuviando

Caminhada fotográfica

18.02.20, Olga Cardoso Pinto
A recolher informação para um trabalho em desenvolvimento, estando a tarde ensolarada aproveitei para desanuviar. Ao desfrutar deste encantador recanto na cidade, o Parque de Avioso na Maia, ao som do chilrear da passarada, do grasnar dos patos enamorados e da morna brisa, respirei fundo e tirei algumas fotografias para recordar estes momentos retemperadores. Recarregar energias é essencial, para mim, de preferência perto da Natureza! Nota: no dicionário Priberam, a definição para Desanuviar: (...)

Ao Gato!

Gato que brincas na rua

17.02.20, Olga Cardoso Pinto
Gato que brincas na rua Como se fosse na cama, Invejo a sorte que é tua Porque nem sorte se chama. Bom servo das leis fatais Que regem pedras e gentes, Que tens instintos gerais E sentes só o que sentes. És feliz porque és assim, Todo o nada que és é teu. Eu vejo-me e estou sem mim, Conheço-me e não sou eu. Fernando Pessoa, obra édita  

Há Palavras...

29.01.20, Olga Cardoso Pinto
Há palavras que nos beijam Como se tivessem boca. Palavras de amor, de esperança, De imenso amor, de esperança louca. Palavras nuas que beijas Quando a noite perde o rosto; Palavras que se recusam Aos muros do teu desgosto. De repente coloridas Entre palavras sem cor, Esperadas inesperadas Como a poesia ou o amor. (O nome de quem se ama Letra a letra revelado No mármore distraído No papel abandonado) Palavras que nos transportam Aonde a noite é mais forte, Ao silêncio dos amantes A (...)

Pensamentos poéticos

Vida

20.01.20, Olga Cardoso Pinto
Se soubesses o que conta o meu silêncio O que dizem minhas mudas palavras Elas contam histórias, imprevistos e desejos E tal como eu Desejavas ouvir o som do mundo Na melodia dos pássaros, no cantarolar da fonte e no murmúrio do vento! Tudo te diz, tudo conta e tudo grita VIDA!  

Reflexões

10.01.20, Olga Cardoso Pinto
Imagem: composição a partir de foto partilhada no facebook de canguru bebé resgatado dos incêndios na Austrália, cujo autor desconheço, assim que seja identificado far-lhe-ei aqui referência   "Uma das nossas missões, aqui neste planeta, é sermos os guardiões dos seus habitantes e de toda a diversidade de vidas! Para quê procurar longe o que temos sob os nossos pés, sobre as nossas cabeças e nas nossas mãos? Todo esta filigrana tão graciosamente entrançada é o que faz (...)

Inspiração

Poesia lírica de Fernando Pessoa

08.01.20, Olga Cardoso Pinto
No Entardecer da Terra No entardecer da terra O sopro do longo Outono Amareleceu o chão. Um vago vento erra, Como um sonho mau num sono, Na lívida solidão. Soergue as folhas, e pousa As folhas, e volve, e revolve, E esvai-se inda outra vez. Mas a folha não repousa, E o vento lívido volve E expira na lividez. Eu já não sou quem era; O que eu sonhei, morri-o; E até do que hoje sou Amanhã direi, quem dera volver a sê-lo!... Mais frio O vento vago voltou.   Fernando Pessoa  

Dia do Leitor

07.01.20, Olga Cardoso Pinto
Celebra-se hoje o Dia do Leitor. Para nós leitores, cada livro é uma aprendizagem, uma descoberta, um novo mundo que se abre e revela algo que nos irá melhorar! O livro é conhecimento, é poder e libertação, no entanto só o será se for lido e como é necessário, direi mesmo urgente, ler!  Qual ou quais os livros que marcaram as vossas vidas e que recomendariam aos mais jovens? Um abraço para ti querido leitor e querida leitora do meu blog!