Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Dar cabo do canastro

27.02.20, Olga Cardoso Pinto

canastro minhoto.jpg

O "canastro" minhoto.

O espigueiro é uma construção utilitária e arte popular, construido de forma a guardar o milho, protegendo-o da humidade e dos animais.

Geralmente em granito e madeira, tornou-se um elemento emblemático do Minho. As suas origens remontam aos tempos em que os suevos se instalaram na Galiza e norte de Portugal. A sua função era a mesma que a dos nossos dias, no entanto, talvez também fossem armazenados outros cereais.

A sua decoração, mais ou menos elaborada, atualmente depende dos gostos e habilidades artísticas do seu proprietário. Na antiguidade, a decoração era alusiva às proteções divinas com motivos rúnicos e símbolos animistas.

Será que a expressão "dar cabo do canastro" que tem como significado dar ou apanhar pancada, advém da importância da preservação e integridade desta construção para as famílias minhotas? 

 

Fotografia: o simbólico espigueiro ou "canastro" da porta azul de Gondomar, em Vila Verde.

 

3 comentários

  • grata pelo comentário Amigo Júlio!
    Bjs
  • Imagem de perfil

    júlio farinha

    02.03.20

    Os espigueiros, construídos em granito ou madeira, são contemporâneos da introdução da cultura do milho trazido por Cristóvão Colombo das Américas. São arte popular como sugere a Olga e ainda se podem ver sobretudo no Minho e na Galiza. Os espigueiros são autênticos monumentos.
    Seja como for, eu gosto dos minhotos, dos alentejanos, dos da borda d!água ribatejanos, etc. Quando não estou aborrecido com a vida, amo todos os meus povos de Portugal. Até amo aqueles que no outro dia me apetecia dar-lhe cabo do canastro.
  • Comentar:

    Mais

    Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.