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A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

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Poetizar a fotografia

04.01.22, Olga Cardoso Pinto

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Vai alto pela folhagem

Um rumor de pertencer,

Como se houvesse na aragem

Uma razão de querer.

Mas, sim, é como se o som

Do vento no arvoredo

Tivesse um intuito, ou bom

Ou mau, mas feito em segredo,

E que, pensando no abismo

Onde os ventos são ninguém,

Subisse até onde cismo,

E, alto, alado, num vaivém

De tormenta comovesse

As árvores agitadas

Até que delas me viesse

Este mau conto de fadas.

 

Poesia ortónima de Fernando Pessoa, poesia lírica, 5-9-1933.

 

 

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