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A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

A mensagem

29.12.20, Olga Cardoso Pinto
No cimo do caminho estava ela. Envolta na capa de lã, sem um vislumbre de pele ou cabelo. O negrume era a sua cor, envolvendo-a como uma aureola. Estaria assim a sua alma? A morrinha caia sem cessar há muitos dias, toda a aldeia e prado estavam cobertas por ela e pela neblina que teimava em deixar-se ficar. No alto das serras o gado pastava satisfeito com o descanso, nem viva ’alma se ouvia. Só ela. Caminhara pelo caminho ligeiramente inclinado. Os sons dos seus pequenos passos, (...)

Desafio: O que a Paz significa para...

22.12.20, Olga Cardoso Pinto
Um novo desafio da querida amiga Ana de Deus - escrever sobre a Paz, o que ela significa para mim. O meu contributo foi em jeito de microconto, deu-me muito prazer escrever, trazendo à memória momentos em que os meus filhos questionavam o meu pai sobre tantos assuntos. Adorava ouvi-los, avô e netos, num diálogo de descoberta e de sentimentos. Quantas saudades!  Muito obrigada Ana, por publicares o conto (...)

Tempo de Natal

15.12.20, Olga Cardoso Pinto
Ainda há tempo de Natal? Este será um Natal sui generis para o nosso tempo, pois haverá famílias que não celebrarão a consoada e o dia de Natal à mesma mesa, no mesmo local. Será um Natal peculiar certamente. Mas quantos Natais diferentes tivemos nas nossas vidas? Eu tive alguns. Atormentados, sem alento, sem alegrias…sem espírito de Natal. Logo, este Natal para mim, para a minha família será um Natal de celebração da vida, da união da família, não poderemos estar todos (...)

Ei-lo que chegou!

08.12.20, Olga Cardoso Pinto
Ei-lo novamente! Engalanando de geada que, tal como filigrana, vai adornando finamente cada pedaço da Natureza. Das árvores despidas de folhas, nascem adereços de cristal em forma de pêndulos de gelo. A neblina adensa-se deixando tudo envolto em mistério. Os sons são secos, abafados por este inevitável corolário. Tudo é calma, serenidade. Ouve-se ao longe um piado longo, em grito, é uma coruja que desabrigada do seu esconderijo vem recebê-lo. Escutam-se passos, arrastados, (...)

A penca para a sopa

30.11.20, Olga Cardoso Pinto
Na hora de fazer o jantar podem acontecer coisas interessantes! Verdade...não acreditam? Fazem mal. Há toda uma realidade alternativa digna de ser retratada. Não preciso de ir em viagem, nem caminhadas inspiradoras, basta pegar nos legumes para a sopa, em especial na penca. Não era uma penca qualquer, era a penca do lavrador, sem aditivos e sem químicos, cuidada e mimada como todo o legume deve ser. Assim mimada cresceu tenra e verdinha, abrigando nas suas folhas e no seu robusto (...)

Caminhadas inspiradoras

24.11.20, Olga Cardoso Pinto
Ser o caminho Vem comigo dá-me a mão. Faremos o caminho a par, trocaremos breves palavras. Os nossos olhos são o guia, admiramos a paisagem e num fôlego entrecortado abarcamos com o olhar, e quiçá com o coração, toda esta vista. Somos nada e tão pouco. Somos o todo e um. Daqui avisto a vida, o meu eu do que sou feita, neste nosso caminho percorrido em constante contemplação. Respiro o frio que me enche os pulmões. Subimos mais um pouco e aí vejo como o céu é desejado pelo (...)