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A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Transforma-te em oiro

16.05.22, Olga Cardoso Pinto
Como as boas memórias podem transformar-se em pontes e levar-nos para lugares lindos, tempos bons, dias de criança, longos e de oiro. Dias ensolarados ou chuvosos, pouco importa, pois as memórias trazem vibrações positivas e ajudam a lembrar-nos quem fomos e no que nos transformamos diariamente. Com vontade e carinho, puxa pelo fino fio da lembrança e trá-lo para o agora, verás como te reconstróis num desafio em jeito de puzzle. Quem foste e quem és unem-se pela memória, pela (...)

Escrever em ficção a História

09.05.22, Olga Cardoso Pinto
«O velho templo de S. Salvador de Leza, no lugar de Recaredi, estava parcimoniosamente iluminado, as velas dos candelabros animavam o Cristo pregado na imensa cruz de madeira. As feições do Filho de Deus pareciam ganhar vida, o bruxulear das chamas das velas emprestavam luz e sombra ao rosto rígido talhado no lenho. Martinho tinha o olhar preso na imagem, como encantado, contemplava absorto tentando entender se Cristo lhe falaria. Talvez as horas de jejum e o completo silêncio (...)

Simplicidades escondidas

06.04.22, Olga Cardoso Pinto
Uma pequena aldeia aninhada entre imponentes fragas, abeira-se discretamente sobre a cidade, mira-a do alto, plena de vistas soberbas para as serras, para os campos e para tanto céu! A subida é a custo, sob o sol quente de uma Primavera que surge tímida. Mas o caminho secreto, escondido daqueles que ali não pertencem, heis que subitamente se abre para nós. Uma rajada de vento desvia as sebes e o pequeno arvoredo que lhe esconde o acesso. Sentimo-nos os eleitos! Temos permissão para (...)

Pai para sempre

19.03.22, Olga Cardoso Pinto
  Um Homem chamado Pai, Antes de ser chamado pelo seu nome pela criança que, embora não seja do seu ventre, é do seu coração, uma parte do seu ser, do seu sangue, carne e espírito, o seu legado para o futuro, a vida intensa do presente. Um Homem chamado Pai, de nome José, Jorge, Miguel e muitos nomes que enchem de amor, alegrias e saudades de filhos e filhas.  Um Homem chamado Pai, Papá, Daddy, Père... em tantas línguas por todo o Mundo e até no Céu. Coldplay: Daddy  

Filosofias...de vida

09.03.22, Olga Cardoso Pinto
"- Se tivesses de escolher entre o riso da criança e o cantar da ave, qual deles escolherias? - Ambos são uma consequência... - Pois são. Mas qual escolherias? - Os dois... - Porquê? - Escolheria ambos, porque são o futuro um do outro."   Imagem: iStock.com/Kangah  

Porque é dia de S. Valentim

14.02.22, Olga Cardoso Pinto
Um casal. Um amor que ainda se constroi. Vinte seis anos juntos. Dois filhos. Muitos projetos e sonhos.  Foto tirada pelo nosso filhote caçula, no final de uma tarde fria de outubro. E cá estamos nós, juntos, a preparar a melhor imagem e o melhor som deste mar que nos acompanha ao longo das nossas vidas.    

Ilustrando sentimentos

01.02.22, Olga Cardoso Pinto
  Maternitatis in Flore  In utero meo aliquis floret Is erit flos in horto vitae meae Seminatur in amore et cura Cura ut te et te floreat, esto arbor mundi mei Dulcis fructus labiorum meorum factus es et incensum cordis mei     Maternidade em Flor No meu ventre floresce alguém Que será a flor do jardim da minha vida Semeada com amor e desvelo Para te cuidar e ver-te florir, seres a árvore do meu mundo Tornares-te fruto doce dos meus lábios e perfume do meu ser     Ilustração (...)

Ramifico-me

24.01.22, Olga Cardoso Pinto
Ramifico-me em mil tendões vegetais, em múltiplas veias de seiva fresca. Cada parte de mim espalha-se em perpétuos volteares, estendendo-se na procura de solo fértil. Uma gota de chuva é um oceano de vida, de proliferação, de energia. De mim já nada avisto, só os meus músculos, deles brotam finas folhas tenras. E avanço, avanço cada vez mais. Sem olhos, sem ouvidos ou boca, mas de sentimentos latentes na procura de ir, de continuar. Transponho os obstáculos, pedras, raízes, (...)

Fotos do meu álbum

Querida Cidade Invicta!

18.01.22, Olga Cardoso Pinto
    As ruas sempre agitadas pelo tráfego, num dia de inverno. Um final de dia ou um início de noite. A chuva que caiu transformou as estradas em espelhos onde as luzes artificiais se refletem. O vapor sai-nos das bocas coado pelas máscaras que impedem o contágio. Olho em volta e cada um destes seres envolve-se na escuridão procurando o refúgio de casa. Ao longe, ouve-se música e dou comigo a cantarolar a conhecida melodia. Elevo os olhos ao negro céu, as nuvens dissiparam-se. (...)