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A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Ainda há boas notícias

31.05.22, Olga Cardoso Pinto
Ainda há notícias boas, espetaculares, que nos enchem de curiosidade e orgulho, também. Notícias, que nos fazem ter esperança por haver ainda muito para descobrir e revelar nestes tempos estranhos do século XXI. A notícia a que me refiro é esta “Manuscrito original do Padre António Vieira descoberto em Roma vai ser editado”, p (...)

Ilustrando sentimentos

18.05.22, Olga Cardoso Pinto
"Ave que poisas na minha Alma, canta-me melodias de Esperança" Pormenor da ilustração Esperança, em papel glicée, dimensões 1,50m x 1,00m   Ilustração concebida em 2021. Em 2022 faz ainda mais sentido a composição e o texto.   "Não esperes por uma crise para descobrir o que é importante na tua vida." Platão    

Escrever em ficção a História

09.05.22, Olga Cardoso Pinto
«O velho templo de S. Salvador de Leza, no lugar de Recaredi, estava parcimoniosamente iluminado, as velas dos candelabros animavam o Cristo pregado na imensa cruz de madeira. As feições do Filho de Deus pareciam ganhar vida, o bruxulear das chamas das velas emprestavam luz e sombra ao rosto rígido talhado no lenho. Martinho tinha o olhar preso na imagem, como encantado, contemplava absorto tentando entender se Cristo lhe falaria. Talvez as horas de jejum e o completo silêncio (...)

Projetos com carinho

Fadas e Fadinhas

17.03.22, Olga Cardoso Pinto
AS FADAS As fadas… eu creio nelas! Umas são moças e belas, Outras, velhas de pasmar… Umas vivem nos rochedos, Outras, pelos arvoredos, Outras, à beira do mar… Algumas em fonte fria Escondem-se, enquanto é dia, Saem só ao escurecer… Outras, debaixo da terra, Nas grutas verdes da serra, É que se vão esconder… O vestir… são tais riquezas, Que rainhas, nem princesas Nenhuma assim se vestiu! Porque as riquezas das fadas São sabidas, celebradas Por toda a gente que as viu… Quan (...)

Ilustrando sentimentos

01.02.22, Olga Cardoso Pinto
  Maternitatis in Flore  In utero meo aliquis floret Is erit flos in horto vitae meae Seminatur in amore et cura Cura ut te et te floreat, esto arbor mundi mei Dulcis fructus labiorum meorum factus es et incensum cordis mei     Maternidade em Flor No meu ventre floresce alguém Que será a flor do jardim da minha vida Semeada com amor e desvelo Para te cuidar e ver-te florir, seres a árvore do meu mundo Tornares-te fruto doce dos meus lábios e perfume do meu ser     Ilustração (...)

Ramifico-me

24.01.22, Olga Cardoso Pinto
Ramifico-me em mil tendões vegetais, em múltiplas veias de seiva fresca. Cada parte de mim espalha-se em perpétuos volteares, estendendo-se na procura de solo fértil. Uma gota de chuva é um oceano de vida, de proliferação, de energia. De mim já nada avisto, só os meus músculos, deles brotam finas folhas tenras. E avanço, avanço cada vez mais. Sem olhos, sem ouvidos ou boca, mas de sentimentos latentes na procura de ir, de continuar. Transponho os obstáculos, pedras, raízes, (...)

Pormenores

Flores ilustradas

17.01.22, Olga Cardoso Pinto
Pormenor de ilustração - cravos túnicos - lindas cores e constrastes numa flor magnífica. É comestível e ótima para as abelhas e borboletas, além de afastar insetos indesejáveis. A sua simbologia está associada ao deus etrusco Tages (deus da sabedoria) - daí também o nome cravo tagete. Esta flor é sinónimo de ligação à terra, ao bom cultivo, à renovação e fertilidade.    

Amor maternal

06.01.22, Olga Cardoso Pinto
    "A recente mãe mirava o seu pequeno varão, não poderia acolhê-lo, pois seria a sua morte! O amor maternal impedia-a de ficar com a criança, um despaupério para quem não sentiu, entre gemidos e dores atrozes que parecem devorar as entranhas, o broto germinado dentro de si. Chorou longamente, enquanto amamentava a pobre criança em vésperas de ficar órfã de mãe viva. Beijou-o vezes sem conta. Despiu-o e vagarosamente ungiu-o com azeite para o proteger contra os maus (...)

Poetizar a fotografia

04.01.22, Olga Cardoso Pinto
Vai alto pela folhagem Um rumor de pertencer, Como se houvesse na aragem Uma razão de querer. Mas, sim, é como se o som Do vento no arvoredo Tivesse um intuito, ou bom Ou mau, mas feito em segredo, E que, pensando no abismo Onde os ventos são ninguém, Subisse até onde cismo, E, alto, alado, num vaivém De tormenta comovesse As árvores agitadas Até que delas me viesse Este mau conto de fadas.   Poesia ortónima de Fernando Pessoa, poesia lírica, 5-9-1933.