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A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Encontrando a inspiração

Minhotando

09.04.21, Olga Cardoso Pinto
  Estava a precisar disto! De respirar o perfume, de espraiar o olhar pelas serras,  de escutar sem esforço o cantar das aves e o correr das ribeiras, de encontrar essa inspiração que só no Minho profundo habita em cada recanto verde, em cada caminho rural, em cada encruzilhada.  

Despojos de uma vida

26.03.21, Olga Cardoso Pinto
Ali ficou como um esqueleto, sem vida, sem cor, sem amor Esquecida da luz que a aquecia por dias, por tempos, por momentos A frieza do silêncio e da pedra, abandonada, enfraquecida, esboroada Envolta em mistério da identidade de quem fora, em desbotada existência Abraçada somente pela verdura, pelo caminho que a instiga a resistir A lutar contra os elementos, destemida senhora de pedra, poder em latência Que saúdas o tempo, temerária guerreira, insistindo em subsistir   Música (...)

Inspiração

23.03.21, Olga Cardoso Pinto
MAR De todos os cantos do Mundo Amo com um amor mais forte e mais profundo Aquela praia extasiada e nua Onde me uni ao mar, ao vento e à lua. Cheiro a terra as árvores e o vento Que a Primavera enche de perfumes Mas neles só quero e só procuro A selvagem exaltação das ondas Subindo para os astros como um grito puro.   Sophia de Mello Breyner Andresen    

A Natureza como vitamina

11.03.21, Olga Cardoso Pinto
«Já sinto o odor da floresta, o perfume da Natureza. O trinar das aves ondula pelos meus ouvidos. A brisa fresca revolve as tenras folhas dos carvalhos e prende-se à madeixa dos meus cabelos, zombando da minha admiração pelo cenário que me cativa. O cantarolar da água desvia-me os sentidos, como é fresco e convidativo. Reparo no efeito da luz e das sombras, criam efeitos fantásticos, surreais, tentam a imaginação. Os raios de sol incidem numa clareira, onde brilha um imenso (...)

A Árvore de Camilo

23.02.21, Olga Cardoso Pinto
A breve caminhada levou-me até ao louro-cerejo - a árvore de Camilo - a árvore centenária que vive num solene remanso rural junto à antiga residência paroquial, onde Camilo Castelo Branco passava os longos dias de verão pelas terras da Maia. Junto a ela um banco que convida a desfrutar da companhia e da vista e quiçá, também, de uma boa leitura: uma magnífica obra de Camilo. "Na freguesia de Barca, junto da casa que foi antiga residência paroquial, está uma árvore que, de (...)

Lembrança

29.01.21, Olga Cardoso Pinto
Num cantinho do meu cérebro há uma lembrança perdida fintando-me a memória de tanto estar escondida malandra que por aí te escondes não me deixando recordar aqueles momentos distantes em que fui casa, terra e mar