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A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Mistérios contados

13.01.21, Olga Cardoso Pinto
"Quando a noite ia alta, todos dormiam, só os grilos aprimoravam os acordes. Passos suaves, seguidos de algo deslizante, entraram no quarto de Glória. Ela moveu-se na cama mudando de posição. Um pó quase invisível pairava no ar. Sobre o seu corpo relaxado, um vulto debruçou-se tocando-lhe no rosto, a menina mexeu-se sem, contudo, acordar. Seguidamente, o vulto saiu e entrou no quarto de Tobias. O menino estava deitado de barriga para cima, com um dos braços sobre a testa, a sua (...)

A Paz

Conto

09.01.21, Olga Cardoso Pinto
Era uma vez um menino que se acercou do avô e lhe perguntou o que era a Paz. O idoso conhecedor da guerra que os Homens fazem pelo poder e pelo domínio, respondeu de olhar doce bebendo a expressão do neto: — Sabes meu pequeno, a Paz é muito mais do que não haver guerras. A Paz é como uma árvore… — Uma árvore, avozinho? Como assim? — Sim uma árvore. A árvore antes de o ser terá de ser semeada. A semente lançada à terra, para germinar terá de ser cuidada em bom solo, (...)

A estrela de Natal

Um conto de Natal em tempo de Reis

06.01.21, Olga Cardoso Pinto
Hoje celebra-se o Dia de Reis, o dia em que os Reis Magos, guiados por uma estrela, levaram as oferendas ao menino Jesus. Dia especial para a troca de presentes, ainda em uso na nossa vizinha Espanha e em tempos idos também em Portugal. Por tal, e com muito carinho partilho em jeito de presente para todos os que aqui me visitam e em especial para a minha querida Isabel, do blog Pessoas e Coisas da Vida, este meu (...)

A mensagem

29.12.20, Olga Cardoso Pinto
No cimo do caminho estava ela. Envolta na capa de lã, sem um vislumbre de pele ou cabelo. O negrume era a sua cor, envolvendo-a como uma aureola. Estaria assim a sua alma? A morrinha caia sem cessar há muitos dias, toda a aldeia e prado estavam cobertas por ela e pela neblina que teimava em deixar-se ficar. No alto das serras o gado pastava satisfeito com o descanso, nem viva ’alma se ouvia. Só ela. Caminhara pelo caminho ligeiramente inclinado. Os sons dos seus pequenos passos, (...)

Desafio: O que a Paz significa para...

22.12.20, Olga Cardoso Pinto
  Um novo desafio da querida amiga Ana de Deus - escrever sobre a Paz, o que ela significa para mim. O meu contributo foi em jeito de microconto, deu-me muito prazer escrever, trazendo à memória momentos em que os meus filhos questionavam o meu pai sobre tantos assuntos. Adorava ouvi-los, avô e netos, num diálogo de descoberta e de sentimentos. Quantas saudades!  Muito obrigada Ana, por publicares o conto (...)

Ei-lo que chegou!

08.12.20, Olga Cardoso Pinto
Ei-lo novamente! Engalanando de geada que, tal como filigrana, vai adornando finamente cada pedaço da Natureza. Das árvores despidas de folhas, nascem adereços de cristal em forma de pêndulos de gelo. A neblina adensa-se deixando tudo envolto em mistério. Os sons são secos, abafados por este inevitável corolário. Tudo é calma, serenidade. Ouve-se ao longe um piado longo, em grito, é uma coruja que desabrigada do seu esconderijo vem recebê-lo. Escutam-se passos, arrastados, (...)

A Árvore Mãe

17.11.20, Olga Cardoso Pinto
Uma árvore frondosa, de tronco largo sulcado pelo tempo, ergue-se vaidosa na sua idade no meio de um bosque. Cresceu forte e imponente rumo à luz e adentrando-se no solo, apesar de ter sido açoitada ao longo da sua vida por tempestades, pela seca e devastações. É um ser resistente e temerário. Das suas raízes germinaram rebentos que se fizeram árvores tenras, formando este bosque que se desenrola à sua volta. Estas árvores filhas, que à volta da sua mãe se erguem também elas (...)