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A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Bordados de Amor

15.04.21, Olga Cardoso Pinto
  Tecedeira   Sinto a chuva no rosto Numa felicidade sem fim Rasgo penas de desgosto Voando procurando por mim   Lavo a alma atormentada Sem condição para a condenar Sinto-me na leveza enlevada Nesta vontade de criar   Bordo em fios bem delgados Teço destinos irreais Encontro mistérios guardados Envolvendo-me em bordados magistrais   Sei quem fui, o que sou Sem tormentas nem dor Sou aquela quem bordou Todos os versos de amor   Imagem: Lenço dos Namorados - Vila Verde  

Branco

Desafio Caixa de Lápis de Cor

14.04.21, Olga Cardoso Pinto
Este desafio termina hoje com a cor branca. Recordo que foi criado pela amiga Fátima Bento, do blog Porque Eu Posso, e que tem feito correr tanta escrita!  Como gosto de casas antigas, sobretudo aquelas que ficaram esquecidas pelo tempo, hoje escrevo sobre uma muito especial.      Perdeste a tua altivez granítica, hoje és senhora decrépita lamentando os anos que por ti passam. As memórias do tempo (...)

Encontrando a inspiração

Minhotando

09.04.21, Olga Cardoso Pinto
  Estava a precisar disto! De respirar o perfume, de espraiar o olhar pelas serras,  de escutar sem esforço o cantar das aves e o correr das ribeiras, de encontrar essa inspiração que só no Minho profundo habita em cada recanto verde, em cada caminho rural, em cada encruzilhada.  

Castanho-escuro

Desafio Caixa de Lápis de Cor

07.04.21, Olga Cardoso Pinto
Para terminar este desafio Caixa de Lápis de Cor, criado pela Fátima Bento, aqui fica o meu texto subordinada à cor castanho-escuro. E como não referir algo que gosto tanto? O café!   CAFÉ Pela manhã fazes-me acordar para o dia, despertas-me os sentidos e a criatividade. Só no primeiro trago sinto a macieza do teu conforto, o teu amargor cortado pelo açúcar amarelo eleva-me o espírito. E assim (...)

Desafio Cartas do Correio

06.04.21, Olga Cardoso Pinto
Hoje respondo ao desafio Cartas do Correio proposto pela Célia do blog Raios de Sol. Obrigada Célia por te lembrares de mim e me desafiares. Um beijinho grande. Esta minha carta não vai pelo correio, tão pouco para o e-mail, vai algures para o céu, tenho a certeza.     Meu querido Pai, Hoje escrevo-te num dia lindo de sol. Nesta Primavera que nasceu quente, cheiinha de (...)

Vermelho

Desafio Caixa de Lápis de Cor

31.03.21, Olga Cardoso Pinto
Mais um desafio Caixa de Lápis de Cor, criado pela Fátima Bento, do blog Porque Eu Posso.  A cor de hoje é o vermelho. Ai, quanto eu teria para escrever sobre o vermelho! É uma das minhas cores favoritas, e como o vermelho é a cor do amor e da paixão aqui fica a minha paixão por sapatos vermelhos e o amor pela minha netinha.   Os Sapatinhos da Benedita Tão bonitos, assim os vi na montra, a (...)

Despojos de uma vida

26.03.21, Olga Cardoso Pinto
Ali ficou como um esqueleto, sem vida, sem cor, sem amor Esquecida da luz que a aquecia por dias, por tempos, por momentos A frieza do silêncio e da pedra, abandonada, enfraquecida, esboroada Envolta em mistério da identidade de quem fora, em desbotada existência Abraçada somente pela verdura, pelo caminho que a instiga a resistir A lutar contra os elementos, destemida senhora de pedra, poder em latência Que saúdas o tempo, temerária guerreira, insistindo em subsistir   Música (...)

Verde-Claro

Desafio Caixa de Lápis de Cor

24.03.21, Olga Cardoso Pinto
Hoje participo no Desafio Caixa de Lápis de Cor, criado pela Fátima Bento, do blog Porque Eu Posso.  A cor sugerida é o Verde-Claro, e aqui está a minha contribuição para esta caixa já tão rica em belas e criativas participações. Espero estar à altura do desafio. Obrigada querida Fátima por me fazeres sentir bem-vinda.   Dum ovinho pequenino, não nasce só um passarinho Nasce alguém (...)

Dia Mundial da Poesia

21.03.21, Olga Cardoso Pinto
  A Poesia é a mãe de todas as manifestações artísticas. Gerou e alimentou toda a arte na qual deixamos voar os nossos sentimentos. É a expressão mais bela que um Ser Humano pode manifestar.   "Poesia a língua materna da Humanidade" José Fanha    

A sépia das flores

16.03.21, Olga Cardoso Pinto
Quando as flores murcharem, o vento soprará levando para longe o que delas ficou, serão húmus, voltarão ao solo que as viu florescer Quando as flores esbatidas de cor perderem o viço, serão esquecidas, substituídas por outras de vivos tons e tenras pétalas Quando as flores se esboroarem nas palmas das tuas mãos, saberás que o seu tempo findou, ficando a memória da mancha de cor e do perfume que te envolveu Quando as flores te recordarem o fim de uma vivência, o nascimento de (...)