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A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Quando o fim chega

13.01.26, Olga Cardoso Pinto
                  Uma casa de escrita (e muito mais) com 23 anos encerrará... Esvazia-se de gente, de alma e criatividade os blogs do Sapo. Calam-se as palavras e as ideias desfiadas ano após ano, os relatos sinceros onde a liberdade pautava cada parágrafo. Apaga-se a luz daqueles que faziam deste lugar o seu charco, de emoções e vontades e, para muitos, o sentido dos dias. Desliga-se o botão da criação escrita, artística, fotográfica, opinativa e bom-humor. Fecha-se a (...)

O Inverno na serra

19.12.25, Olga Cardoso Pinto
    🍂   Entranho-me na rudeza do caminho, nestes tons naturais, no desmaio dos verdes e castanhos que embelezam a paisagem. A névoa embaça o longe que perto se estreita. Aqui o frio entranha-se na pele, sulcando a força do viver em cada ruga do rosto. Parar é condenar o corpo à dormência, a serra não permite quietude e a minha alma também não... Correm cheios os regatos e a seiva das árvores também, assim corre a vida, porém, o tempo abranda para contemplar tamanha (...)

Época natalícia inaugurada

05.12.25, Olga Cardoso Pinto
    Está oficialmente aberta a época natalícia cá em casa! O nosso Zicky, já com 7 meses, encantou-se com a árvore de Natal. Nunca tinha visto nada do género e agora é difícil mantê-lo longe dela, foi amor à primeira vista.  Ainda o coração sofre pela ausência da Cookinha, mas a vida é assim, traz-nos sempre algo para compensar, e este gatinho é um bom companheiro, muito traquina, mas companheiro e meigo. Deu uma nova vida à árvore de Natal, pô-la a dançar como nunca (...)

A reflexão do chá

20.10.25, Olga Cardoso Pinto
Desde algum tempo que a atualização do blog se demora. Não é por não querer partilhar, muito menos nada haver de interessante para publicar, é antes uma vontade de escrever algo que, certamente, será controverso para muitos,  ou não… também não me apetece acender a chama dos comentadores inflamados e das críticas, se estas forem construtivas aceito-as, se não, que vão para as urtigas. A causa deste desalento e ao mesmo tempo vontade danada de o fazer, é uma imensa (...)

Voando por aí

02.09.25, Olga Cardoso Pinto
    Nas asas de um passarinho fui divagar por aí fora Buscando a razão do caminho, quem sou e quem fui outrora Encontrei neste deambular um porto seguro, uma raiz Que me agarra e aquece, um cordão umbilical, feliz Só de pensar na empreitada do voar, de me agarrar À ave em que me tornei, de ser eu ao céu a me elevar Num voo de longa asa,  E tornar a casa...     Foto: pintura a acrílico sobre tela de um chapim-azul, mais um amiguinho que nos visita discretamente no jardim🌷    

Na tua mão

12.08.25, Olga Cardoso Pinto
Há todo um mundo lá fora Que te quer conhecer e ver-te voar Esse mundo não é o teu, manda-te embora Por seres inocente e livre de sonhar. Sê tu o mundo de alegria e realização  Teres a leveza da liberdade na palma da tua mão!   🌷  

O Cosmos

22.07.25, Olga Cardoso Pinto
O meu primeiro Cosmos floriu! Lindo! Estas flores são maravilhosas, enfeitam qualquer lugar, mesmo aquele canteiro pobre e sem graça.  O seu nome deriva do grego "kosmos" que significa harmonia e beleza, e é isto mesmo que traz ao nosso jardim na primavera e verão, pois adora sol e temperaturas quentes. Certamente, terá a companhia de outras que irão desabrochar, porém este adiantou-se para me presentear com uma enorme alegria para apreciá-lo e partilhá-lo com as abelhas que por (...)

A Casa de Sobrado

Onde o tempo abranda

19.05.25, Olga Cardoso Pinto
      A vida tem as suas voltas, os seus caminhos muitos particulares, por vezes nem sabemos que um dia iremos trilhar  uma das suas veredas... É com imensa alegria que partilho o projeto familiar A Casa de Sobrado, uma casinha para desfrutar em férias e proporcionadora de bons momentos, para inspirar a ligação à natureza, recarregar de energia e à criatividade. Este é o nosso projeto (...)

Não me esqueças

07.05.25, Olga Cardoso Pinto
  Os miosótis floriram beirando qualquer caminho, decorando todo o lugar, seja à beira rio ou num prado verdejante. São tão pequeninos, de frágil aparência, mas de inigualável beleza e perfeição. O azul celeste das pétalas contrasta com o amarelo da corola. Toda esta candura é envolvida pelo bouquet de cintilantes folhas verdes.  Nasceram livres, sem sementeira humana, somente a vontade de se propagarem, irem mais longe atapetando e singrando pelo espaço fora. Estes (...)

Iluminar o apagão

30.04.25, Olga Cardoso Pinto
  Enquanto o mundo agitado fica lá fora, num apagão que faz revelar a fragilidade da vida moderna, o rio corre ligeiro num murmurejar energizante, a brisa sopra fazendo dançar as copas das altas árvores, as aves rasam a água fresca reconfortante, o zunir das abelhas azafamado em volta das flores silvestres que atapetam os caminhos, o sol brilha ali no firmamento azul...tudo está como deveria, como sempre foi, alheio à civilização que nos traz neste rodopiar constante entre (...)