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A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Eu amanheço

19.01.21, Olga Cardoso Pinto
Eu amanheço Para mais uma vida Quantas vividas sem ti Eu amanheço Para estar contigo Fiando as horas que te espero Eu amanheço Para contigo entrançar a estória Do nosso tempo neste lugar Eu amanheço Sou o começo da teia que te prende a este sonhar   Foto: 19.01.2021 - 07:48  

Mistérios contados

13.01.21, Olga Cardoso Pinto
"Quando a noite ia alta, todos dormiam, só os grilos aprimoravam os acordes. Passos suaves, seguidos de algo deslizante, entraram no quarto de Glória. Ela moveu-se na cama mudando de posição. Um pó quase invisível pairava no ar. Sobre o seu corpo relaxado, um vulto debruçou-se tocando-lhe no rosto, a menina mexeu-se sem, contudo, acordar. Seguidamente, o vulto saiu e entrou no quarto de Tobias. O menino estava deitado de barriga para cima, com um dos braços sobre a testa, a sua (...)

A Paz

Conto

09.01.21, Olga Cardoso Pinto
Era uma vez um menino que se acercou do avô e lhe perguntou o que era a Paz. O idoso conhecedor da guerra que os Homens fazem pelo poder e pelo domínio, respondeu de olhar doce bebendo a expressão do neto: — Sabes meu pequeno, a Paz é muito mais do que não haver guerras. A Paz é como uma árvore… — Uma árvore, avozinho? Como assim? — Sim uma árvore. A árvore antes de o ser terá de ser semeada. A semente lançada à terra, para germinar terá de ser cuidada em bom solo, (...)

Versos para um diário

08.01.21, Olga Cardoso Pinto
O Diário Numa letra redondinha escrevo histórias e versos de amor encho-te do meu ser, de confidências, de desejos e de cor lavro as páginas em branco como se fossem solos bem reais desfio nelas o correr dos sonhos em conversas triviais afiguras-te como amigo, confidente sem oratória guardas meus segredos nessa fina e numerada memória quantos dias, quantas horas, passo eu a escrevinhar registando o que de mim fica para mais tarde recordar.   Foto: manualidades para uma capa de (...)

A estrela de Natal

Um conto de Natal em tempo de Reis

06.01.21, Olga Cardoso Pinto
Hoje celebra-se o Dia de Reis, o dia em que os Reis Magos, guiados por uma estrela, levaram as oferendas ao menino Jesus. Dia especial para a troca de presentes, ainda em uso na nossa vizinha Espanha e em tempos idos também em Portugal. Por tal, e com muito carinho partilho em jeito de presente para todos os que aqui me visitam e em especial para a minha querida Isabel, do blog Pessoas e Coisas da Vida, este meu (...)

Há manhãs

05.01.21, Olga Cardoso Pinto
Há manhãs de sol, de luz, de cor Há manhãs de saudade, de ausência, de dor Há manhãs de chuva, de neblina, de vento Há manhãs de cansaço, de desilusão, de tormento Manhãs frias, geladas, lembranças queridas nubladas Manhãs ricas de ti, de alguém, de todos, de nenhum, de ninguém Manhãs quentes, abafadas, pesadas e dormentes Manhãs ternas, acordadas de sonhos recorrentes Há manhãs de noites insones, letárgicas, sem sentir Há manhãs de dias desconhecedoras de como se (...)

A mensagem

29.12.20, Olga Cardoso Pinto
No cimo do caminho estava ela. Envolta na capa de lã, sem um vislumbre de pele ou cabelo. O negrume era a sua cor, envolvendo-a como uma aureola. Estaria assim a sua alma? A morrinha caia sem cessar há muitos dias, toda a aldeia e prado estavam cobertas por ela e pela neblina que teimava em deixar-se ficar. No alto das serras o gado pastava satisfeito com o descanso, nem viva ’alma se ouvia. Só ela. Caminhara pelo caminho ligeiramente inclinado. Os sons dos seus pequenos passos, (...)

Desafio: O que a Paz significa para...

22.12.20, Olga Cardoso Pinto
Um novo desafio da querida amiga Ana de Deus - escrever sobre a Paz, o que ela significa para mim. O meu contributo foi em jeito de microconto, deu-me muito prazer escrever, trazendo à memória momentos em que os meus filhos questionavam o meu pai sobre tantos assuntos. Adorava ouvi-los, avô e netos, num diálogo de descoberta e de sentimentos. Quantas saudades!  Muito obrigada Ana, por publicares o conto (...)