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A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

A Natureza como vitamina

11.03.21, Olga Cardoso Pinto
«Já sinto o odor da floresta, o perfume da Natureza. O trinar das aves ondula pelos meus ouvidos. A brisa fresca revolve as tenras folhas dos carvalhos e prende-se à madeixa dos meus cabelos, zombando da minha admiração pelo cenário que me cativa. O cantarolar da água desvia-me os sentidos, como é fresco e convidativo. Reparo no efeito da luz e das sombras, criam efeitos fantásticos, surreais, tentam a imaginação. Os raios de sol incidem numa clareira, onde brilha um imenso (...)

Um perfeito lugar

01.03.21, Olga Cardoso Pinto
  Vou-te contar uma história de um lindo lugar Onde o amor era o alimento E o beijo o respirar Senta-te aqui pertinho, bem juntinha perto de mim vou contar-te segredos onde o amor não tem fim Escuta bem atenta, com redobrada atenção Pois são confidências de mulher Esta que te fala ao coração Era uma vez um lugar Sem tempo nem idade Não era uma aldeia, vila ou cidade Era um cantinho perfeito De rufar constante e prazenteiro Onde se enleavam os sentimentos como flores num canteiro Germinav (...)

A Árvore de Camilo

23.02.21, Olga Cardoso Pinto
A breve caminhada levou-me até ao louro-cerejo - a árvore de Camilo - a árvore centenária que vive num solene remanso rural junto à antiga residência paroquial, onde Camilo Castelo Branco passava os longos dias de verão pelas terras da Maia. Junto a ela um banco que convida a desfrutar da companhia e da vista e quiçá, também, de uma boa leitura: uma magnífica obra de Camilo. "Na freguesia de Barca, junto da casa que foi antiga residência paroquial, está uma árvore que, de (...)

Escrita inspirada

08.02.21, Olga Cardoso Pinto
"A curandeira aproximou-se do rio que corria lânguido pela pouca água que transportava, devido ao inverno seco e um verão que ameaçava ser abrasador. Ajoelhou-se na margem e baixou o rosto para o lavar, sentiu-se atraída pela água fresca, pela melodia que levava no correr, a luz dando-lhe aquele brilho espelhado que fugia em cada pedra ou erva que se cruzava no seu caminho. Mergulhou a face quente, abriu os olhos e sentiu-se ser levada para longe, o espírito esvair-se para um mundo (...)

Eu amanheço

19.01.21, Olga Cardoso Pinto
Eu amanheço Para mais uma vida Quantas vividas sem ti Eu amanheço Para estar contigo Fiando as horas que te espero Eu amanheço Para contigo entrançar a estória Do nosso tempo neste lugar Eu amanheço Sou o começo da teia que te prende a este sonhar   Foto: 19.01.2021 - 07:48