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A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Ser Criança

07.10.20, Olga Cardoso Pinto
Ser Criança ou Canto a tempos felizes Não há coisa mais bonita do que uma feliz lembrança De recordar momentos belos, de estar contente, de ser criança Num afago efusivo, da brincadeira sem fim, de uma ilusão inocente Recordar com ternura quando fomos pequena gente Dessa inocência feliz, por vezes mesmo do choro sentido Pois desnubla-se em breve o céu, após parecer tudo perdido Ah, que saudades tenho eu destes tempos de ingenuidade De voltar a ser pequenina, de ser pura (...)

Adiós Quino!

01.10.20, Olga Cardoso Pinto
Na "cavaqueira" com a Mafalda...   A minha homenagem ao cartoonista que tornou em criança a consciência, a crítica e o humor ao nosso mundo. Na minha infância e quando adolescente, gostava de ler a Mafalda e de colorir as vinhetas que eram a preto e branco. Obrigada Quino “Boa noite mundo! Boa noite e até amanhã, mas fique de olho! Tem muita gente irresponsável acordada, viu?” Mafalda

Dia Mundial do Sonho

25.09.20, Olga Cardoso Pinto
Entre o sono e o sonho, Entre mim e o que em mim É o quem eu me suponho, Corre um rio sem fim. Passou por outras margens, Diversas mais além, Naquelas várias viagens Que todo o rio tem. Chegou onde hoje habito A casa que hoje sou. Passa, se eu me medito; Se desperto, passou. E quem me sinto e morre No que me liga a mim Dorme onde o rio corre — Esse rio sem fim.   Fernando Pessoa, obra édita -1933  

O meu Mar

21.09.20, Olga Cardoso Pinto
Nunca o mar me pareceu tão meu... Nesse adeus breve, nessa viagem tão próxima De uma memória infantil, de recomeços e chegadas No embalar das ondas, do espraiar descontraído Do teu cantar... Do teu cheiro a Mar...   Foto:  Praia do Lacém Mar: Cabanas / Cacela Velha  

Nascer todas as manhãs

15.07.20, Olga Cardoso Pinto
Nascer Todas as Manhãs «Apesar da idade, não me acostumar à vida. Vivê-la até ao derradeiro suspiro de credo na boca. Sempre pela primeira vez, com a mesma apetência, o mesmo espanto, a mesma aflição. Não consentir que ela se banalize nos sentidos e no entendimento. Esquecer em cada poente o do dia anterior. Saborear os frutos do quotidiano sem ter o gosto deles na memória. Nascer todas as manhãs.» Miguel Torga, in "Diário" -1982 Foto: Sistelo - Arcos de Valdevez  

A fonte que não o é

02.07.20, Olga Cardoso Pinto
A Fonte de Águas Santas que deu o nome à freguesia, na cidade da Maia. Esta fonte milenar encontra-se esquecida nas traseiras do casario que brotou, ao longo dos tempos, em frente à Igreja de Nossa Senhora do Ó. A sua origem perdeu-se na névoa dos séculos, permanecendo, no entanto, a igreja de influências românicas e a lenda que a tornou conhecida. Porém, a atual fonte já nada tem da anterior nascente que foi uma referência na localidade, tanto para os habitantes como para os (...)