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A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Ramifico-me

24.01.22, Olga Cardoso Pinto
Ramifico-me em mil tendões vegetais, em múltiplas veias de seiva fresca. Cada parte de mim espalha-se em perpétuos volteares, estendendo-se na procura de solo fértil. Uma gota de chuva é um oceano de vida, de proliferação, de energia. De mim já nada avisto, só os meus músculos, deles brotam finas folhas tenras. E avanço, avanço cada vez mais. Sem olhos, sem ouvidos ou boca, mas de sentimentos latentes na procura de ir, de continuar. Transponho os obstáculos, pedras, raízes, (...)

Fotos do meu álbum

Querida Cidade Invicta!

18.01.22, Olga Cardoso Pinto
    As ruas sempre agitadas pelo tráfego, num dia de inverno. Um final de dia ou um início de noite. A chuva que caiu transformou as estradas em espelhos onde as luzes artificiais se refletem. O vapor sai-nos das bocas coado pelas máscaras que impedem o contágio. Olho em volta e cada um destes seres envolve-se na escuridão procurando o refúgio de casa. Ao longe, ouve-se música e dou comigo a cantarolar a conhecida melodia. Elevo os olhos ao negro céu, as nuvens dissiparam-se. (...)

Feliz Citação

13.01.22, Olga Cardoso Pinto
"É preciso falar cara a cara para poder ler a alma no rosto, para que o coração soe em palavras. Uma palavra dita com convicção, com plena sinceridade e sem medo, vale muito mais que dez folhas de papel cobertas de palavras." Fiódor Dostoiévski     

Poetizar a fotografia

04.01.22, Olga Cardoso Pinto
Vai alto pela folhagem Um rumor de pertencer, Como se houvesse na aragem Uma razão de querer. Mas, sim, é como se o som Do vento no arvoredo Tivesse um intuito, ou bom Ou mau, mas feito em segredo, E que, pensando no abismo Onde os ventos são ninguém, Subisse até onde cismo, E, alto, alado, num vaivém De tormenta comovesse As árvores agitadas Até que delas me viesse Este mau conto de fadas.   Poesia ortónima de Fernando Pessoa, poesia lírica, 5-9-1933.    

Um ano em livros

31.12.21, Olga Cardoso Pinto
Estes foram os 12 livros lidos este ano (acho que me esqueci de dois ou três). Alguns agradaram-me bastante como "Se com Pétalas ou Ossos" de João Reis e "Rua de Paris em Dia de Chuva" de Isabel Rio Novo, outros foram uma deceção - "Contágio" e "Arrepio". Mas o que me encheu as medidas...claro! O nosso livro de Contos de Natal! Muitas estórias e poesias lindas dos nossos bloggers. Nas prendinhas de Natal também vieram livros, já li um e iniciei a leitura do segundo, mais tarde (...)

Fotos do meu álbum

30.12.21, Olga Cardoso Pinto
Aqui há sonhos, há projetos, há vida. Há uma vista para o futuro, há sons da Natureza, perfumes singelos e gente genuína. O bulício do mundo fica lá fora, afastado, ausente; aqui há beleza, pureza e quietude.   A oliveira ancestral e as flores do dragoeiro emolduram a vista para a serra.   Foto: algures num recanto do Minho  

Poetizar a fotografia

28.12.21, Olga Cardoso Pinto
E a chuva Lava o tempo, lava a vida, lava a alma E a chuva Rega a rua, rega o mundo, com calma E a chuva Leva o peso, a tristeza, a dor E a chuva Em cada pinga, água fria, gotejo de amor E a chuva Lava a alma, com calma, a dor, gotejo de amor    

Feliz Natal!

Ser Natal de coração

24.12.21, Olga Cardoso Pinto
O Natal deveria ser um estado de alma constante, não ser só palavras e trocas de presentes, iluminações e refeições. Há muitos que não são Natal, há muitos que não têm Natal. Desejo um Feliz Natal (em especial com livros) a todos os meus familiares, a todos os amigos e amigas, amigos (as) bloggers, a quem me visita e lê.   Um beijinho especial para aqueles que são Natal de coração.  

Livro Contos de Natal

Crónicas Fotográficas

21.12.21, Olga Cardoso Pinto
  O nosso livro Contos de Natal esteve em destaque este fim de semana. Como é muito fotogénico fica bem em qualquer lugar. Desde a intimista e gratificante sessão de autógrafos, na mais encantadora vila piscatória e turística de Portugal - a Ericeira; passando pelo magnífico Palácio Nacional de Mafra, de destacar a sua Biblioteca, até chegar finalmente a uma das (...)

Tons de Outono

Fotos do meu álbum

13.12.21, Olga Cardoso Pinto
O romantismo dos tons de Outono veste a Natureza para o seu tempo de letargia, em descansado repouso sob a frescura das manhãs, das tardes mindinhas e das geadas noturnas.  Como é bela a sua transição, como é magnífica esta pausa onde tudo parece descansar, em suspenso, preparando-se para resplandecer na Primavera.