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A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Celebrações

24.06.22, Olga Cardoso Pinto
"O final da tarde chegava de mansinho, mas o sol ainda alto tornaria o dia no mais longo do ano. Lá longe, perto do rio, preparavam-se as fogueiras que seriam purificadoras para quem as saltasse e afoitavam-se as gentes no cozinhar da ceia para festejar o solstício de verão - não podiam faltar o peixe - esse ser do rio - o pão força para o corpo e o vinho dádiva da natureza e transformada pelos homens. Nabica carregava Brígida ao colo, a seu lado caminhava Dulce que levava na (...)

Boas-vindas ao Verão

21.06.22, Olga Cardoso Pinto
"...Acordei com estrelas sobre o rosto. Subiam até mim ruídos campesinos. Aromas de noite, de terra e de sol refrescavam-me as têmporas. A paz maravilhosa deste Verão adormecido entrava em mim, como uma maré."   Albert Camus in "O Estrangeiro"    

O tempo das cerejas

13.06.22, Olga Cardoso Pinto
E cá estamos novamente no tempo delas! No tempo das cerejas carnudas e doces que explodem na boca melhor que rebuçados. Estas são transmontanas e carinhosamente foram colhidas pelos meus sogros para serem desfrutadas uma a uma, fresquinhas, deliciosas e sumarentas, viciantes e retemperadoras para estes dias quentes de junho. Ao saboreá-las, fico grata à cerejeira que tão delicioso fruto nos dá e lembrei-me deste poema de Eugénio de Andrade, dedicado à cerejeira em flor que (...)

Persistência no retorno

03.06.22, Olga Cardoso Pinto
Se pudéssemos voltar ao que já foi, saltar do futuro para um passado esquecido Se pudéssemos voltar atrás, farias tudo de novo? Sonhos e projetos criados no éter da existência pura? Se pudéssemos voltar, voltarias? Num salto quântico de insanidade ou infantilidade? Se pudéssemos voltar voltarias nessa forma de corpo e alma, num despojamento sem fingimentos Voltarias a ser Tu? Se pudéssemos voltar  eu voltaria numa imperfeição para me talhares nas tuas mãos, retocares a minha (...)

Há no Mar...

23.05.22, Olga Cardoso Pinto
Há no mar um mistério Que nos agarra a imaginação Ele é mundo, um vasto império Em constante renovação Há no mar uma saudade Do que parte e de quem ficar Num embalo de eternidade Nesse canto de prantear Ai mar, se não fosses esse líquido retemperador Que em revoltosas vagas rebentas com estridor Que seria deste lugar, deste jardim aqui plantado És o caminho deste povo que vive de olhos em ti És o norte, és o sul, o começo e o findado De quem suspira e se espraia, de quem (...)

Escrever em ficção a História

09.05.22, Olga Cardoso Pinto
«O velho templo de S. Salvador de Leza, no lugar de Recaredi, estava parcimoniosamente iluminado, as velas dos candelabros animavam o Cristo pregado na imensa cruz de madeira. As feições do Filho de Deus pareciam ganhar vida, o bruxulear das chamas das velas emprestavam luz e sombra ao rosto rígido talhado no lenho. Martinho tinha o olhar preso na imagem, como encantado, contemplava absorto tentando entender se Cristo lhe falaria. Talvez as horas de jejum e o completo silêncio (...)

Simplicidades escondidas

06.04.22, Olga Cardoso Pinto
Uma pequena aldeia aninhada entre imponentes fragas, abeira-se discretamente sobre a cidade, mira-a do alto, plena de vistas soberbas para as serras, para os campos e para tanto céu! A subida é a custo, sob o sol quente de uma Primavera que surge tímida. Mas o caminho secreto, escondido daqueles que ali não pertencem, heis que subitamente se abre para nós. Uma rajada de vento desvia as sebes e o pequeno arvoredo que lhe esconde o acesso. Sentimo-nos os eleitos! Temos permissão para (...)

Inspiração

Flores especiais

04.04.22, Olga Cardoso Pinto
Os jarros dos campos já floriram. Ao longo dos caminhos húmidos e ensombrados, somos presenteados por estas singelas e belas flores - os jarros brancos. Pela sua cor e aparência são conotados com a paz e tranquilidade, com a pureza e iluminação espiritual. A sua graciosidade inspira artistas de todos os tempos, em especial as flores nascidas espontaneamente por tantos lugares deste mundo. Que os jarros nos inspirem e iluminem para dias de serenidade e paz duradoura.    

Fotos do meu álbum

28.03.22, Olga Cardoso Pinto
  O que escondem os caminhos sem gente nem civilização? Escondem histórias, revelam fugas...como levanta voo a imaginação! O que escondem as longas veredas ocultas entre a folhagem? Escondem mistérios, revelam sonhos, talvez, quem sabe, muitas miragens...