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A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

O Livro e a Criança

02.04.21, Olga Cardoso Pinto
Hoje celebra-se o Dia Internacional do Livro Infantil, lembra-nos como é importante a leitura na infância. Ler para a criança que ainda não o sabe fazer abre-lhe horizontes imensos, ajuda à concentração e à imaginação, condições cruciais para se desenvolverem harmoniosamente. Depois da aprendizagem da leitura, a criança vai querer escolher os seus livros, aprendendo a apreciar os vários géneros. Quem gosta de ler na vida adulta foi uma criança motivada para literatura.  E (...)

Poesia para a infância

29.03.21, Olga Cardoso Pinto
CORTAR Cortaram uma árvore E a terra chorou   Cortaram outra árvore E a terra chorou   E tantas árvores mais…   E a terra chorou Chorar tanto também cansa Quem pode enxugar as lágrimas Da terra cansada?   Nem as mãos de uma criança…   Matilde Rosa Araújo in As Fadas Verdes    

Dia Mundial da Poesia

21.03.21, Olga Cardoso Pinto
  A Poesia é a mãe de todas as manifestações artísticas. Gerou e alimentou toda a arte na qual deixamos voar os nossos sentimentos. É a expressão mais bela que um Ser Humano pode manifestar.   "Poesia a língua materna da Humanidade" José Fanha    

A sépia das flores

16.03.21, Olga Cardoso Pinto
Quando as flores murcharem, o vento soprará levando para longe o que delas ficou, serão húmus, voltarão ao solo que as viu florescer Quando as flores esbatidas de cor perderem o viço, serão esquecidas, substituídas por outras de vivos tons e tenras pétalas Quando as flores se esboroarem nas palmas das tuas mãos, saberás que o seu tempo findou, ficando a memória da mancha de cor e do perfume que te envolveu Quando as flores te recordarem o fim de uma vivência, o nascimento de (...)

A Natureza como vitamina

11.03.21, Olga Cardoso Pinto
«Já sinto o odor da floresta, o perfume da Natureza. O trinar das aves ondula pelos meus ouvidos. A brisa fresca revolve as tenras folhas dos carvalhos e prende-se à madeixa dos meus cabelos, zombando da minha admiração pelo cenário que me cativa. O cantarolar da água desvia-me os sentidos, como é fresco e convidativo. Reparo no efeito da luz e das sombras, criam efeitos fantásticos, surreais, tentam a imaginação. Os raios de sol incidem numa clareira, onde brilha um imenso (...)

A Paz

Conto

09.01.21, Olga Cardoso Pinto
Era uma vez um menino que se acercou do avô e lhe perguntou o que era a Paz. O idoso conhecedor da guerra que os Homens fazem pelo poder e pelo domínio, respondeu de olhar doce bebendo a expressão do neto: — Sabes meu pequeno, a Paz é muito mais do que não haver guerras. A Paz é como uma árvore… — Uma árvore, avozinho? Como assim? — Sim uma árvore. A árvore antes de o ser terá de ser semeada. A semente lançada à terra, para germinar terá de ser cuidada em bom solo, (...)

A mensagem

29.12.20, Olga Cardoso Pinto
No cimo do caminho estava ela. Envolta na capa de lã, sem um vislumbre de pele ou cabelo. O negrume era a sua cor, envolvendo-a como uma aureola. Estaria assim a sua alma? A morrinha caia sem cessar há muitos dias, toda a aldeia e prado estavam cobertas por ela e pela neblina que teimava em deixar-se ficar. No alto das serras o gado pastava satisfeito com o descanso, nem viva ’alma se ouvia. Só ela. Caminhara pelo caminho ligeiramente inclinado. Os sons dos seus pequenos passos, (...)

Tempo de Natal

15.12.20, Olga Cardoso Pinto
Ainda há tempo de Natal? Este será um Natal sui generis para o nosso tempo, pois haverá famílias que não celebrarão a consoada e o dia de Natal à mesma mesa, no mesmo local. Será um Natal peculiar certamente. Mas quantos Natais diferentes tivemos nas nossas vidas? Eu tive alguns. Atormentados, sem alento, sem alegrias…sem espírito de Natal. Logo, este Natal para mim, para a minha família será um Natal de celebração da vida, da união da família, não poderemos estar todos (...)

Ei-lo que chegou!

08.12.20, Olga Cardoso Pinto
Ei-lo novamente! Engalanando de geada que, tal como filigrana, vai adornando finamente cada pedaço da Natureza. Das árvores despidas de folhas, nascem adereços de cristal em forma de pêndulos de gelo. A neblina adensa-se deixando tudo envolto em mistério. Os sons são secos, abafados por este inevitável corolário. Tudo é calma, serenidade. Ouve-se ao longe um piado longo, em grito, é uma coruja que desabrigada do seu esconderijo vem recebê-lo. Escutam-se passos, arrastados, (...)