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A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Abelhas e abelhinhas

28.10.21, Olga Cardoso Pinto
AS ABELHAS A abelha-mestra E as abelhinhas Estão todas prontinhas Para ir para a festa Num zune que zune Lá vão pro jardim Brincar com a cravina Valsar com o jasmim Da rosa pro cravo Do cravo pra rosa Da rosa pro favo E de volta pra rosa Venham ver como dão mel As abelhas do céu Venham ver como dão mel As abelhas do céu A abelha-rainha Está sempre cansada Engorda a pancinha E não faz mais nada Num zune que zune Lá vão pro jardim Brincar com a cravina Valsar com o jasmim Da (...)

Desafio Arte e Inspiração

Semana 6

20.10.21, Olga Cardoso Pinto
  O Assobiador queda-se na sua imponente presença, alheio ao girar do mundo, às maldades do Homem, às alegrias da evolução da Humanidade. Vive ali há 238 anos, plantado pela mão de gente, ou patinhas de bicho ou quiçá pela vontade divina. Sacode ao vento a sua cabeleira de folhas frescas que se enfeitam de frutos generosos. O seu casaco dá-lhe a altivez majestosa de um Senhor centenário, galardoado entre outros de aparência semelhante. Os seus enormes ramos estendem-se ao (...)

Escrita ficcionada

08.10.21, Olga Cardoso Pinto
  "No consultório, o sol espraiava-se radioso pela janela, alongando os seus raios pelas paredes brancas, esgueirando-se pelas sombras do mobiliário e brincando com o reflexo da jarra de orquídeas sobre a mesa.      Júlia entrou e cumprimentou os pais, evitava olhá-los nos olhos, sentia-se constrangida, nada habitual em si. Era o momento, a situação e a tragédia que ela via espelhada na tela de uma realidade surreal. Desceu as persianas e sentou-se de costas para o quadro (...)

Outubro em Outono

01.10.21, Olga Cardoso Pinto
No caminho atapetado, iluminado pelos tons envelhecidos, restolharam as folhas. Setembro findara, não sem antes preparar a chegada do Outono que chegaria em força em Outubro. A brisa fria soprou de manso fazendo esvoaçar os longos cabelos fulvos, como um beijo de boas-vindas. Parou olhando em volta, a cada olhar seu cada árvore, arbusto e giesta ganhava o viço do amarelo, do ocre e do laranja, num cambiante de tons ricos e de cheiros refrescados pelo orvalho da matina. Pendentes, (...)

Encontros, livros e conversas

30.09.21, Olga Cardoso Pinto
No passado sábado, dia 25 de setembro, realizou-se o 1º Encontro de Booktubers da Maia. Evento organizado pela Comunidade de Leitores da Biblioteca Municipal da Maia, no ano em que celebra o seu décimo quinto aniversário. O objetivo deste primeiro Encontro foi situar o livro nos novos contextos de leitura, partilhas e divulgação, não esquecendo também a publicação, sendo as plataformas digitais impulsionadoras para novos leitores e novas formas de comunicar o livro. Os três (...)

Escrita ficcionada

Recuando no tempo

26.07.21, Olga Cardoso Pinto
Escrevo um romance, passado na Idade Média, há pelo menos dois anos. Ando a mortificar-me por ainda não o ter finalizado, pois merece muita dedicação e pesquisa para que nada falhe nas vidas fictícias inspiradas noutras que foram bem reais. Já partilhei aqui no blog um excerto sobre o nascimento de uma das personagens, hoje partilho mais um pouco, espero que apreciem a leitura. (...)

Fotografia VS Poesia

16.06.21, Olga Cardoso Pinto
Aurora Boreal Tenho quarenta janelas, nas paredes do meu quarto, sem vidros nem bambinelas, posso ver através delas, o mundo em que me reparto. Por uma entra a luz do sol, por outra a luz do luar, por outra a luz das estrelas, que andam no céu a rolar. Por esta entra a Via Láctea, como um vapor de algodão, por aquela a luz dos homens, pela outra a escuridão. Pela maior entra o espanto, pela menor a certeza, pela da frente a beleza, que inunda de canto a canto. Pela quadrada entra (...)

Ontem Rio hoje Mar

05.06.21, Olga Cardoso Pinto
Mar de uma vida No enlevo desses dias Perdi-me como extasiada No mar da vida das almas bravias Sempre soltas nessa amurada Nunca o Mar foi tão forte Nesse espraiar descontraído Traz-me à memória qual a sorte De um partir sem ter saído Num vai e vem de cada onda Vejo vida formar-se e eclodir Tão certa como o mar nesta monda De um voltar sem ter de partir   Foto: Praia da Agudela - Matosinhos