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A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Escrita inspirada

08.02.21, Olga Cardoso Pinto
"A curandeira aproximou-se do rio que corria lânguido pela pouca água que transportava, devido ao inverno seco e um verão que ameaçava ser abrasador. Ajoelhou-se na margem e baixou o rosto para o lavar, sentiu-se atraída pela água fresca, pela melodia que levava no correr, a luz dando-lhe aquele brilho espelhado que fugia em cada pedra ou erva que se cruzava no seu caminho. Mergulhou a face quente, abriu os olhos e sentiu-se ser levada para longe, o espírito esvair-se para um mundo (...)

Lembrança

29.01.21, Olga Cardoso Pinto
Num cantinho do meu cérebro há uma lembrança perdida fintando-me a memória de tanto estar escondida malandra que por aí te escondes não me deixando recordar aqueles momentos distantes em que fui casa, terra e mar    

Escrita ficcionada

A Cripta

25.01.21, Olga Cardoso Pinto
Os muros de granito escondiam dos olhos, dos mais atentos transeuntes, o solar ensolarado que se insinuava numa paisagem rural. As heras que o cobriam cresciam desordenadas sem serem podadas há muito. As pedras centenárias ganhavam musgo viçoso envolvendo-as num tapete fofo e húmido, o cheiro era forte e acre... Jonas, em bicos de pés, espreitava agarrando-se ao muro escorregadio tentando equilibrar-se precariamente numa das pedras salientes do velho paredão. “Sim senhor, aqui (...)

Mistérios contados

13.01.21, Olga Cardoso Pinto
"Quando a noite ia alta, todos dormiam, só os grilos aprimoravam os acordes. Passos suaves, seguidos de algo deslizante, entraram no quarto de Glória. Ela moveu-se na cama mudando de posição. Um pó quase invisível pairava no ar. Sobre o seu corpo relaxado, um vulto debruçou-se tocando-lhe no rosto, a menina mexeu-se sem, contudo, acordar. Seguidamente, o vulto saiu e entrou no quarto de Tobias. O menino estava deitado de barriga para cima, com um dos braços sobre a testa, a sua (...)

A Paz

Conto

09.01.21, Olga Cardoso Pinto
Era uma vez um menino que se acercou do avô e lhe perguntou o que era a Paz. O idoso conhecedor da guerra que os Homens fazem pelo poder e pelo domínio, respondeu de olhar doce bebendo a expressão do neto: — Sabes meu pequeno, a Paz é muito mais do que não haver guerras. A Paz é como uma árvore… — Uma árvore, avozinho? Como assim? — Sim uma árvore. A árvore antes de o ser terá de ser semeada. A semente lançada à terra, para germinar terá de ser cuidada em bom solo, (...)

Versos para um diário

08.01.21, Olga Cardoso Pinto
O Diário Numa letra redondinha escrevo histórias e versos de amor encho-te do meu ser, de confidências, de desejos e de cor lavro as páginas em branco como se fossem solos bem reais desfio nelas o correr dos sonhos em conversas triviais afiguras-te como amigo, confidente sem oratória guardas meus segredos nessa fina e numerada memória quantos dias, quantas horas, passo eu a escrevinhar registando o que de mim fica para mais tarde recordar.   Foto: manualidades para uma capa de (...)

A estrela de Natal

Um conto de Natal em tempo de Reis

06.01.21, Olga Cardoso Pinto
Hoje celebra-se o Dia de Reis, o dia em que os Reis Magos, guiados por uma estrela, levaram as oferendas ao menino Jesus. Dia especial para a troca de presentes, ainda em uso na nossa vizinha Espanha e em tempos idos também em Portugal. Por tal, e com muito carinho partilho em jeito de presente para todos os que aqui me visitam e em especial para a minha querida Isabel, do blog Pessoas e Coisas da Vida, este meu (...)

Há manhãs

05.01.21, Olga Cardoso Pinto
Há manhãs de sol, de luz, de cor Há manhãs de saudade, de ausência, de dor Há manhãs de chuva, de neblina, de vento Há manhãs de cansaço, de desilusão, de tormento Manhãs frias, geladas, lembranças queridas nubladas Manhãs ricas de ti, de alguém, de todos, de nenhum, de ninguém Manhãs quentes, abafadas, pesadas e dormentes Manhãs ternas, acordadas de sonhos recorrentes Há manhãs de noites insones, letárgicas, sem sentir Há manhãs de dias desconhecedoras de como se (...)

Novo Ano em Leituras

04.01.21, Olga Cardoso Pinto
Foi uma manhã de sábado frio, húmido, que nos fez hesitar sair de casa, contudo lá fomos. Após um breve passeio e café tomado, decidimos finalizar a manhã numa livraria. Para meu espanto, o espaço estava bem recheado de ávidos leitores, as duas filas para a caixa de pagamento eram consideráveis. Comentei que era bom ver assim a livraria. Os livros expostos a serem manuseados e consultados por adultos e crianças. Passei pelas estantes e escaparates inteirando-me das novidades, (...)