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A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Fotos do meu álbum

Natus Vincere

27.02.24, Olga Cardoso Pinto
  A escolha do subtítulo para este post Natus Vincere (Nascido para Vencer) é bem aplicado para a Natureza que determinadamente se refaz, que tudo invade, embelezando os escombros esquecidos dos despojos dos Humanos. Cobre de delicados rebentos florais e fofos musgos o que de robusto teve a vida dos Homens, as suas construções, a sua presença e o seu domínio. Os Humanos partem e a Natureza retorna ainda mais enérgica, pulsante de vida e força.      

Mistérios...

03.08.23, Olga Cardoso Pinto
  O casal acercou-se da árvore. Encostaram o peito, o rosto e as mãos nuas ao áspero tronco, sentiram, então, um estremecer leve que foi ganhando cada vez mais força num rufar ritmado. O corpo quente da árvore vibrava em sintonia com o bater dos seus corações. António e Celeste entreolharam-se e deram as mãos continuando a envolver a aveleira. A passarada agitada esvoaçava e chilreava amiúde, fazendo as copas lá em cima restolharem como se fossem rajadas de vento. Um som (...)

Um dia especial

17.07.23, Olga Cardoso Pinto
  A beleza das flores, o contraste das suas cores e formas é um regalo para os olhos. Plantadas ali discretamente, em convívio perfeito com o austero granito, no adro da igreja dedicada ao grande santo português. Magnífica visão que guardarei na memória pelo dia tão especial, e na câmara em jeito de fotografia. Não as voltarei a ver assim deslumbrantes, perderão o viço e a cor, porém ficará a memória do encantamento que me enamorou a alma e ornou um dia recordado para (...)

Serra…

26.04.23, Olga Cardoso Pinto
Serra! E qualquer coisa dentro de mim se acalma... Qualquer coisa profunda e colorida, Traída, Feita de terra E alma Uma paz de falcão na sua altura A medir fronteiras - Sob a garra dos pés a fraga dura, E o bico a picar estrelas verdadeiras...   Miguel Torga Foto: Gerês  

Um dia...

20.07.22, Olga Cardoso Pinto
"A mais feliz de todas as coisas é quando um velho amigo vem e saúda-nos como antigamente; o coração fica confortado com a certeza de que um dia tudo o que amámos ser-nos-á devolvido." Johanna Spyri, autora de Heidi (1881)   Foto: um belo final de tarde na Falésia, Algarve  

Fotos do meu álbum

07.07.22, Olga Cardoso Pinto
Um rio contou-me um segredo sobre a vida, o mundo, sobre o amor infinito. Confidenciou-me palavras de espanto e graça. Banhei-me nele, confiante que não esqueceria o meu caminho. Encontrei-te por lá, num sorriso contagiante, numa vontade de construir. Da vida fizemos jangada e partimos rio fora ao sabor do vento e das aves...   Foto: Rio Cávado, Quinta Lago dos Cisnes - Amares Para ouvir em jeito de dedicatória The Cranberries "You & Me"    

Boas-vindas ao Verão

21.06.22, Olga Cardoso Pinto
"...Acordei com estrelas sobre o rosto. Subiam até mim ruídos campesinos. Aromas de noite, de terra e de sol refrescavam-me as têmporas. A paz maravilhosa deste Verão adormecido entrava em mim, como uma maré."   Albert Camus in "O Estrangeiro"    

Persistência no retorno

03.06.22, Olga Cardoso Pinto
Se pudéssemos voltar ao que já foi, saltar do futuro para um passado esquecido Se pudéssemos voltar atrás, farias tudo de novo? Sonhos e projetos criados no éter da existência pura? Se pudéssemos voltar, voltarias? Num salto quântico de insanidade ou infantilidade? Se pudéssemos voltar voltarias nessa forma de corpo e alma, num despojamento sem fingimentos Voltarias a ser Tu? Se pudéssemos voltar  eu voltaria numa imperfeição para me talhares nas tuas mãos, retocares a minha (...)

Escrever em ficção a História

09.05.22, Olga Cardoso Pinto
«O velho templo de S. Salvador de Leza, no lugar de Recaredi, estava parcimoniosamente iluminado, as velas dos candelabros animavam o Cristo pregado na imensa cruz de madeira. As feições do Filho de Deus pareciam ganhar vida, o bruxulear das chamas das velas emprestavam luz e sombra ao rosto rígido talhado no lenho. Martinho tinha o olhar preso na imagem, como encantado, contemplava absorto tentando entender se Cristo lhe falaria. Talvez as horas de jejum e o completo silêncio (...)