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A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Benedita, cheia de graça

27.09.22, Olga Cardoso Pinto
  No rebate das estações que marcam o nosso tempo de vida Vejo-te assim tão doce, tão feliz e crescida Pudesse eu parar o tempo, fazendo-o assim flutuar Ter-te em meus braços para sempre e o relógio abrandar Como não tenho dom para o fazer Pois sou uma mera brisa que passa Ficam as palavras bordadas neste tom de escrever Com todo o meu amor para ti, Benedita cheia de graça.    

Sabedoria

19.09.22, Olga Cardoso Pinto
Sabedoria Desde que tudo me cansa, Comecei eu a viver. Comecei a viver sem esperança... E venha a morte quando Deus quiser. Dantes, ou muito ou pouco, Sempre esperara: Às vezes, tanto, que o meu sonho louco Voava das estrelas à mais rara; Outras, tão pouco, Que ninguém mais com tal se conformara. Hoje, é que nada espero. Para quê, esperar? Sei que já nada é meu senão se o não tiver; Se quero, é só enquanto apenas quero; Só de longe, e secreto, é que inda posso amar... E (...)

Havia um passarinho

24.08.22, Olga Cardoso Pinto
Havia um passarinho que encantava pelo cantar Trazia alegria e esperança a quem o queria escutar Melodiava todo o dia canções de felicidade Pela noite trauteava histórias plenas de idealidade Certa vez, houve alguém que o quis só para seu deleite Fechando-o numa redoma, cobrindo-a com dourado enfeite A ave canora que belamente trinava, ficou amorfa, silenciada De triste postura e sem alma pela liberdade privada Mirrou o cantar, morreram as histórias daquela voz magistral Fecharam- (...)

Fotos do meu álbum e do meu coração

18.08.22, Olga Cardoso Pinto
Um regalo de se ver                                    uma criança a andar                                                                        caminha para a vida                                                                                                             sem nunca hesitar...                                                             (...)

São João rapioqueiro

23.06.22, Olga Cardoso Pinto
  São João já cá canta A tua festa vai começar Feita de alegria que encanta, De rusgas e fogo de pasmar   O manjerico é tão verdinho Que dá regalo ver Perfumas o ar ao santinho Nesta noite de prazer   É o martelinho, é o balão A música ecoa no ar As sardinhas pingam no pão É noite de foliar!     Feliz São João! Imagem: Filipa Brito, no site da Câmara Municipal do Porto

O tempo das cerejas

13.06.22, Olga Cardoso Pinto
E cá estamos novamente no tempo delas! No tempo das cerejas carnudas e doces que explodem na boca melhor que rebuçados. Estas são transmontanas e carinhosamente foram colhidas pelos meus sogros para serem desfrutadas uma a uma, fresquinhas, deliciosas e sumarentas, viciantes e retemperadoras para estes dias quentes de junho. Ao saboreá-las, fico grata à cerejeira que tão delicioso fruto nos dá e lembrei-me deste poema de Eugénio de Andrade, dedicado à cerejeira em flor que (...)

Há no Mar...

23.05.22, Olga Cardoso Pinto
Há no mar um mistério Que nos agarra a imaginação Ele é mundo, um vasto império Em constante renovação Há no mar uma saudade Do que parte e de quem ficar Num embalo de eternidade Nesse canto de prantear Ai mar, se não fosses esse líquido retemperador Que em revoltosas vagas rebentas com estridor Que seria deste lugar, deste jardim aqui plantado És o caminho deste povo que vive de olhos em ti És o norte, és o sul, o começo e o findado De quem suspira e se espraia, de quem (...)

Fotos do meu álbum

28.03.22, Olga Cardoso Pinto
  O que escondem os caminhos sem gente nem civilização? Escondem histórias, revelam fugas...como levanta voo a imaginação! O que escondem as longas veredas ocultas entre a folhagem? Escondem mistérios, revelam sonhos, talvez, quem sabe, muitas miragens...    

Dia Mundial da Poesia

21.03.22, Olga Cardoso Pinto
Daqui eu parto para muitos mundos, sem saber se voltarei Guarda para a minha chegada uma saudade Dá-lhe viço, alimenta-a, trá-la bem juntinho ao coração Se eu voltar, com ela semearei a vida contigo   Foto: Casuarinas, vista para o rio Cávado, Esposende.  

Projetos com carinho

Fadas e Fadinhas

17.03.22, Olga Cardoso Pinto
AS FADAS As fadas… eu creio nelas! Umas são moças e belas, Outras, velhas de pasmar… Umas vivem nos rochedos, Outras, pelos arvoredos, Outras, à beira do mar… Algumas em fonte fria Escondem-se, enquanto é dia, Saem só ao escurecer… Outras, debaixo da terra, Nas grutas verdes da serra, É que se vão esconder… O vestir… são tais riquezas, Que rainhas, nem princesas Nenhuma assim se vestiu! Porque as riquezas das fadas São sabidas, celebradas Por toda a gente que as viu… Quan (...)