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A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Abelhas e abelhinhas

28.10.21, Olga Cardoso Pinto
AS ABELHAS A abelha-mestra E as abelhinhas Estão todas prontinhas Para ir para a festa Num zune que zune Lá vão pro jardim Brincar com a cravina Valsar com o jasmim Da rosa pro cravo Do cravo pra rosa Da rosa pro favo E de volta pra rosa Venham ver como dão mel As abelhas do céu Venham ver como dão mel As abelhas do céu A abelha-rainha Está sempre cansada Engorda a pancinha E não faz mais nada Num zune que zune Lá vão pro jardim Brincar com a cravina Valsar com o jasmim Da (...)

Doçura bravia

28.09.21, Olga Cardoso Pinto
  Encontrei-te no caminho, escondida entre o musgo, mórula carnuda de fruta doce. Tentei colher-te, entusiasmada, pela sofreguidão de te provar, Mas o espinho que te protege, de ponta pua, se não o fosse Impediu-me, picando-me a carne e a vontade de te tragar.      

Um ano de Ti

08.09.21, Olga Cardoso Pinto
PERFEITO LUGAR Era uma vez um lugar Sem tempo nem idade Não era uma aldeia, vila ou cidade Era um cantinho perfeito De rufar constante e prazenteiro Onde se enleavam os sentimentos como flores num canteiro Germinavam sem defeito Num perfeito voltear Brotavam dele os carinhos, a felicidade e o amar Nesse peito pequenino, nesse perfeito lugar guardas a semente do teu sentir e emoção, Beijo-o pela minha alma que a tua vai tocar Onde bate perfeito e compassado o teu doce coração.   Para (...)

O Mar também canta

07.09.21, Olga Cardoso Pinto
Canção do Mar Fui bailar no meu batel Além do mar cruel E o mar bramindo Diz que eu fui roubar A luz sem par Do teu olhar tão lindo Vem saber se o mar terá razão Vem cá ver bailar meu coração Se eu bailar no meu batel Não vou ao mar cruel E nem lhe digo aonde eu fui cantar Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo Vem saber se o mar terá razão Vem cá ver bailar meu coração Se eu bailar no meu batel Não vou ao mar cruel E nem lhe digo aonde eu fui cantar Sorrir, bailar, viver, (...)

A Chave

27.08.21, Olga Cardoso Pinto
  Qual a chave que abre a porta secreta? Ficou ela trancada ou quase aberta? Quem encerrou aquele belo momento? Das chaves da vida levou-as o tempo. Fechada a porta de cada sentir, Outra se mostrará para uma nova chave abrir.    

Porto, querido Porto

09.08.21, Olga Cardoso Pinto
CANÇÃO O Porto com seu granito enegrecido pelo tempo, o Porto com o seu mar entrando pelo Douro dentro. O Porto com suas varandas de flores e ferro forjado, de onde se veem jardins à espera de namorados. O Porto com suas palavras que sobem do coração, o Porto com sua pronúncia de quatro pedras na mão.   João Pedro Mésseder, Porto Porto  

Ao pormenor

30.07.21, Olga Cardoso Pinto
Hortênsia Dentro dela há um pequeno segredo Que se quer à luz descobrir Abrem-se as pequeninas pétalas a medo Dando liberdade à vida surgir Tão bela nessa sua cor Deslumbra o caminho que por ali passa Enlevas-me nesse anseio de amor Tão cheio de alegria, virtude e graça.    

No leito do Mar...

14.07.21, Olga Cardoso Pinto
Fundo do mar No fundo do mar há brancos pavores, Onde as plantas são animais E os animais são flores.   Mundo silencioso que não atinge A agitação das ondas. Abrem-se rindo conchas redondas, Baloiça o cavalo-marinho. Um polvo avança No desalinho Dos seus mil braços, Uma flor dança, Sem ruído vibram os espaços.   Sobre a areia o tempo poisa Leve como um lenço.   Mas por mais bela que seja cada coisa Tem um monstro em si suspenso.     Sophia de Mello Breyner Andresen - (...)

Projetos com carinho

Ilustração decorativa

17.06.21, Olga Cardoso Pinto
Mais um projeto concluído para decoração. As aves e as flores são motivos lindíssimos, como inspiração para estes temas românticos ao estilo provençal. " Uma ave em pleno voo, trinando sobre o jardim, não sei se canta para ela ou se tem dó de mim."    

Fotografia VS Poesia

16.06.21, Olga Cardoso Pinto
Aurora Boreal Tenho quarenta janelas, nas paredes do meu quarto, sem vidros nem bambinelas, posso ver através delas, o mundo em que me reparto. Por uma entra a luz do sol, por outra a luz do luar, por outra a luz das estrelas, que andam no céu a rolar. Por esta entra a Via Láctea, como um vapor de algodão, por aquela a luz dos homens, pela outra a escuridão. Pela maior entra o espanto, pela menor a certeza, pela da frente a beleza, que inunda de canto a canto. Pela quadrada entra (...)