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A Cor da Escrita

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

Páginas onde a ilustração e o desenho mancham de cor as letras nascidas em prosa ou em verso!

O tempo das cerejas

13.06.22, Olga Cardoso Pinto
E cá estamos novamente no tempo delas! No tempo das cerejas carnudas e doces que explodem na boca melhor que rebuçados. Estas são transmontanas e carinhosamente foram colhidas pelos meus sogros para serem desfrutadas uma a uma, fresquinhas, deliciosas e sumarentas, viciantes e retemperadoras para estes dias quentes de junho. Ao saboreá-las, fico grata à cerejeira que tão delicioso fruto nos dá e lembrei-me deste poema de Eugénio de Andrade, dedicado à cerejeira em flor que (...)

Persistência no retorno

03.06.22, Olga Cardoso Pinto
Se pudéssemos voltar ao que já foi, saltar do futuro para um passado esquecido Se pudéssemos voltar atrás, farias tudo de novo? Sonhos e projetos criados no éter da existência pura? Se pudéssemos voltar, voltarias? Num salto quântico de insanidade ou infantilidade? Se pudéssemos voltar voltarias nessa forma de corpo e alma, num despojamento sem fingimentos Voltarias a ser Tu? Se pudéssemos voltar  eu voltaria numa imperfeição para me talhares nas tuas mãos, retocares a minha (...)

Dia da Criança

01.06.22, Olga Cardoso Pinto
Haverá algo mais doce do que aquele abraço pequenino de braços tenrinhos, e beijos mais inocentes carinhosamente oferecidos, de uma criança? Especialmente  aquela que nos deixa embevecidos pela sua existência? Hoje celebra-se o Dia da Criança, para elas o meu mais sincero desejo é que sejam felizes, respeitadas, amadas e protegidas. Um beijinho imenso para a nossa Diti 💝    

Ainda há boas notícias

31.05.22, Olga Cardoso Pinto
Ainda há notícias boas, espetaculares, que nos enchem de curiosidade e orgulho, também. Notícias, que nos fazem ter esperança por haver ainda muito para descobrir e revelar nestes tempos estranhos do século XXI. A notícia a que me refiro é esta “Manuscrito original do Padre António Vieira descoberto em Roma vai ser editado”, p (...)

Há no Mar...

23.05.22, Olga Cardoso Pinto
Há no mar um mistério Que nos agarra a imaginação Ele é mundo, um vasto império Em constante renovação Há no mar uma saudade Do que parte e de quem ficar Num embalo de eternidade Nesse canto de prantear Ai mar, se não fosses esse líquido retemperador Que em revoltosas vagas rebentas com estridor Que seria deste lugar, deste jardim aqui plantado És o caminho deste povo que vive de olhos em ti És o norte, és o sul, o começo e o findado De quem suspira e se espraia, de quem (...)

Ilustrando sentimentos

18.05.22, Olga Cardoso Pinto
"Ave que poisas na minha Alma, canta-me melodias de Esperança" Pormenor da ilustração Esperança, em papel glicée, dimensões 1,50m x 1,00m   Ilustração concebida em 2021. Em 2022 faz ainda mais sentido a composição e o texto.   "Não esperes por uma crise para descobrir o que é importante na tua vida." Platão    

Transforma-te em oiro

16.05.22, Olga Cardoso Pinto
Como as boas memórias podem transformar-se em pontes e levar-nos para lugares lindos, tempos bons, dias de criança, longos e de oiro. Dias ensolarados ou chuvosos, pouco importa, pois as memórias trazem vibrações positivas e ajudam a lembrar-nos quem fomos e no que nos transformamos diariamente. Com vontade e carinho, puxa pelo fino fio da lembrança e trá-lo para o agora, verás como te reconstróis num desafio em jeito de puzzle. Quem foste e quem és unem-se pela memória, pela (...)

Escrever em ficção a História

09.05.22, Olga Cardoso Pinto
«O velho templo de S. Salvador de Leza, no lugar de Recaredi, estava parcimoniosamente iluminado, as velas dos candelabros animavam o Cristo pregado na imensa cruz de madeira. As feições do Filho de Deus pareciam ganhar vida, o bruxulear das chamas das velas emprestavam luz e sombra ao rosto rígido talhado no lenho. Martinho tinha o olhar preso na imagem, como encantado, contemplava absorto tentando entender se Cristo lhe falaria. Talvez as horas de jejum e o completo silêncio (...)

A Nossa Língua

05.05.22, Olga Cardoso Pinto
Hoje é o Dia Internacional da Língua Portuguesa. A nossa Língua será das mais ricas do mundo, contendo tantas influências e heranças ao longo dos séculos que nos tornaram um povo tão cosmopolita. Temos tantas palavras de todas as línguas que se tornaram nesta nossa forma bela, rica e trabalhada de comunicar. Não há como a Língua Portuguesa para vociferar, insultar ou gracejar através de locuções atiradas aos tropeções pela boca, que não se deixam embrulhar em meias (...)